Publicado 09/10/2019 - 12h27 - Atualizado 09/10/2019 - 12h27

Por Estadão Conteudo

A atriz Fernanda Montenegro em cena do longa 'A Vida Invisível'

Divulgação

A atriz Fernanda Montenegro em cena do longa 'A Vida Invisível'

A Mostra Internacional de Cinema de São Paulo 2019 irá exibir cerca de 300 filmes inéditos. Entre os dias 17 e 30 de outubro, 34 salas de 28 locais de exibição, entre salas de cinema, espaços culturais e museus espalhados pela capital paulista e cidades do interior recebem o evento.
A Mostra começa em 17 de outubro e segue até o dia 30. Mas, como nas outras edições, há uma semana extra de programação, conhecida como repescagem, que traz novas sessões. Em 2019, essa semana acontece entre os dias 31 de outubro e 7 de novembro. Pelo quinto ano consecutivo, Campinas recebe um recorte da mostra, na Sala Umuarama, do Instituto CPFL. A organização da Mostra ainda não definiu a programação para Campinas. A previsão é que esta definição saia na próxima semana. Mas, a assessoria do Instituto informou que serão 11 sessões, entre dos dias 21 e 30 de outubro.
Os pacotes de ingressos e as entradas permanentes para o evento começam a ser vendidos neste sábado, dia 12, a partir das 11h. Os pacotes de ingressos podem ser comprados na Central da Mostra, nos pontos de exibição e online e no site veloxtickets com. O valor dos ingressos varia de acordo com o pacote.
Homenagens
Como de praxe, algumas personalidades do cinema serão homenageadas durante a Mostra. O diretor palestino Elia Suleiman recebe o Prêmio Humanidade. Seu trabalho mais recente, O Paraíso Deve Ser Aqui, foi premiado no Festival de Cannes e compõe a programação da Mostra.
O diretor israelense Amos Gitai recebe o prêmio Leon Cakoff. Dois de seus longas, Berlim-Jerusalém (1989) e Kadosh - Laços Sagrados (1999) terão sessões especiais em homenagem aos seus aniversários de lançamento.
Os filmes brasileiros representam 20% da programação. Entre eles, está A Vida Invisível de Eurídice Gusmão, de Karim Aïnouz, premiado em Cannes e indicado pela Academia Brasileira de Cinema para concorrer a uma vaga no Oscar de filme estrangeiro.
Como o longa de Aïnouz, outros 11 filmes indicados por seus países para tentar concorrer ao Oscar integram a programação. Entre eles, Parasita, do sul-coreano Bong Joon-ho, que venceu a Palma de Ouro em Cannes, e mais títulos que fizeram sensação na Croisette. O Paraíso Deve Ser Aqui, do palestino Elia Suleiman, Papicha, de Mounia Meddour, da Argélia, A Odisseia dos Tontos, da Argentina, The Projectionist, da República Dominicana, La Mala Noche, do Equador, Honeyland, da Macedônia, Cavalos Roubados, da Noruega, O Pássaro Pintado, da República Checa, System Crasher, da Alemanha, e Empuxo, da Austrália.
A novidade do circuito neste ano é a entrada do Theatro Municipal que, no primeiro fim de semana, vai exibir, com entrada grátis, filmes brasileiros como A Vida Invisível, Abe e o documentário Babenco – Alguém Tem que Ouvir o Coração e Dizer: Parou, da atriz Bárbara Paz.

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