Publicado 24/10/2019 - 09h21 - Atualizado 24/10/2019 - 09h21

Por Gilson Rei

Peritos e policiais militares na cena do crime: atirador estava encapuzado

Leandro Ferreira/AAN

Peritos e policiais militares na cena do crime: atirador estava encapuzado

Um engenheiro de 50 anos foi baleado na cabeça por um atirador encapuzado quando entrava com uma mulher num motel localizado no km 122 da rodovia Dom Pedro I (SP-065), ontem, às 15h30. Ele foi socorrido pelo Resgate do Corpo de Bombeiros e encaminhado ao Hospital de Clínicas (HC) da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) pelo Helicóptero Águia da Polícia Militar (PM) em estado grave.
O atirador chegou ao local no momento em que o engenheiro conversava na guarita do motel e negociava o quarto, sem sair de seu veículo Honda Civic de cor preta. O tiro perfurou a cabeça, acertando a lateral do crânio. A janela do carro estava aberta, mas a perícia avalia se o atirador chegou a abrir também a porta antes de atirar. Depois de atirar, ele saiu a pé pela marginal da rodovia sem roubar a vítima.
A acompanhante do engenheiro não foi atingida e as câmeras de segurança do motel mostram que ela saiu tranquilamente pela outra porta e acionou o celular. Ela seguiu na mesma direção do atirador pelas margens da rodovia e, depois, se apresentou no 4º Distrito Policial (DP) para registrar Boletim de Ocorrência como testemunha de uma tentativa de homicídio.
A ocorrência não foi lavrada porque ela esqueceu os documentos no carro e voltou com a polícia ao local do crime. A mulher aguardou no local junto com a polícia e acompanhou o trabalho dos peritos. Por volta das 21h ela foi depor como testemunha do crime no 1º DP de Valinhos, que é responsável pela região da ocorrência.
A polícia vai reunir provas do crime, como as imagens de câmeras do motel, os celulares da vítima e da acompanhante para avaliar mensagens e ligações. Reuniu também outros objetos que possam auxiliar na investigação do caso.
Em seu depoimento preliminar, a mulher disse que tinha um romance com o engenheiro há oito meses. Os policiais estranharam a frieza dela nos depoimentos e as atitudes dela vistas pelas câmeras.

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Gilson Rei