Publicado 20/10/2019 - 14h46 - Atualizado 20/10/2019 - 14h46

Por Gilson Rei

Grupo estendeu faixa no 'abraço' simbólico de ontem: pressão junto aos conselheiros do Condepacc

Matheus Pereira/Especial para a AAN

Grupo estendeu faixa no 'abraço' simbólico de ontem: pressão junto aos conselheiros do Condepacc

Um grupo de defensores da manutenção do Estádio da Mogiana realizou ontem mais uma atividade do movimento “Salve o Mogiana” com faixas e manifestações, lançando também um abaixo-assinado a ser entregue no Conselho de Defesa do Patrimônio Cultural de Campinas (Condepacc) no dia 24, quando o tombamento do imóvel poderá ser avaliado.
Um dos integrantes do movimento, o deputado Gustavo Petta (PCdoB), disse que a expectativa é de que, no próximo dia 24, o Conselho vote a favor do tombamento do patrimônio. “Muitas reuniões já foram adiadas e não tem mais motivo para continuar adiando. O pedido está para avaliação desde 2013”, afirmou. Segundo Petta, a aprovação do tombamento vai garantir, pelo menos, que este patrimônio cultural e histórico da cidade não seja demolido e sua história seja preservada.
O movimento quer evitar também que o estádio seja vendido, pois um projeto está na Assembleia Legislativa e existe a possibilidade de construção de algum empreendimento no local, destruindo a estrutura do estádio.
A previsão inicial era que a proposta de venda iria à votação em regime de urgência no início de outubro, mas após reunião da Comissão de Representação da Câmara com o líder de governo na Assembleia Legislativa de São Paulo, Carlão Pignatari (PSDB), a proposta foi “congelada”. Pignatari se comprometeu a não pedir urgência. Assim, os defensores do patrimônio ganharam tempo para buscar uma solução que preserve o estádio. O projeto está na relatoria do PSB.
A Prefeitura de Campinas está disposta a assumir a gestão do Estádio da Mogiana, desde que receba o conjunto esportivo do Estado recuperado. De acordo com o projeto que tramita na Assembleia Legislativa, o imóvel tem terreno com 26,5 mil metros quadrados e a área construída têm 6,8 mil metros quadrados. A estimativa, segundo o deputado estadual Rafa Zimbaldi (PSB), é que a recuperação do estádio, que está com as arquibancadas comprometidas, giraria entre R$ 20 milhões e R$ 30 milhões.
Esses cálculos, segundo Rafa Zimbaldi, estão errados. Uma análise da Secretaria de Governo, a pedido dele, mostrou que se a área do estádio for excluída da venda, restarão apenas 4 mil metros quadrados para serem vendidos. Isso inviabilizaria a proposta da Prefeitura para que houvesse o desmembramento e o local do estádio ficasse fora da venda e, assim, quem comprasse a área restante ficaria obrigado a recuperar o estádio como contrapartida à aprovação do futuro empreendimento que vier a se instalar no local.

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Gilson Rei