Publicado 20/10/2019 - 00h19 - Atualizado 20/10/2019 - 00h19

Por Gilson Rei

Policiais de elite da PF e da PM foram mobilizados para enfrentar os criminosos que invadiram duas casas no residencial Campina Verde: caso gerou tensão e acabou em mortos e feridos

Wagner Souza/AAN

Policiais de elite da PF e da PM foram mobilizados para enfrentar os criminosos que invadiram duas casas no residencial Campina Verde: caso gerou tensão e acabou em mortos e feridos

É gravíssimo o estado de saúde da mulher baleada no caso do roubo a carro-forte no Aeroporto Internacional de Viracopos, em Campinas, ocorrido na última quinta-feira, em episódio que gerou pânico no terminal e muita tensão num residencial do bairro Vida Nova, para onde parte da quadrilha fugiu para escapar da polícia.
A reportagem do Correio apurou que a mulher foi atingida no fígado por um tiro no mesmo momento em que um dos bandidos foi atingido por um sniper (atirador de elite) do Grupo de Ações Táticas Especiais (Gate). O criminoso morreu na hora, em ação que foi classificada como bem-sucedida pelo comando da Segurança e também pelo governador João Doria (PSDB), que veio a Campinas parabenizar a tropa de elite da Polícia Militar (PM).
Na noite da última sexta-feira, a mulher — que era mantida refém — foi transferida do Hospital PUC-Campinas para uma outra unidade hospitalar que a Polícia Federal (PF) preferiu manter em sigilo para não atrapalhar nas investigações. Informações extraoficiais indicam que ela teria ido para o HC da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), mas a assessoria da Universidade não confirmou.
A mulher, de 37 anos, carregava no colo sua filha, de dez meses, no momento de tensão do sequestro praticado por integrantes da quadrilha que mantinham reféns em uma residência na região do bairro Vida Nova. Ela foi atingida também e a criança saiu ilesa da situação.
Além do tiro executado pelo sniper, a polícia confirmou que outros quatro tiros foram dados no momento do confronto para ter a certeza de que as vítimas poderiam ser resgatadas. Estes fatos são objetos de investigação e nenhuma informação foi adiantada pela Polícia Federal sobre este assunto. A PM abriu inquérito policial militar para apurar as circunstâncias em que a refém foi atingida.
A ação cinematográfica
No dia do roubo em Viracopos, integrantes da quadrilha estavam em fuga e roubaram um caminhão de lixo no bairro Vida Nova para fugir sem levantar suspeitas.
O grupo foi surpreendido por uma viatura da Guarda Municipal (GM). Ao todo, 12 homens estavam no caminhão e, quando viram que seriam presos, começaram a sair pelo teto. Na abordagem dos GMs, eles atiraram contra a viatura. Os guardas conseguiram fugir. Três ou quatro suspeitos tomaram a viatura da GM e fugiram do local, até chegar à Rua Sócrates, no Residencial Campina Verde.
A viatura roubada passou a ser acompanhada pelos policiais do Baep e os bandidos deixaram o veículo porque estavam baleados. Dois deles entraram em uma casa que estava sem portão. Um pedreiro e um grupo de quatro serralheiros trabalhavam no imóvel.
Três horas de negociação
Os assaltantes fizeram reféns e a equipe do Baep chegou em seguida. Houve troca de tiros e os dois bandidos morreram. Um terceiro integrante do assalto invadiu outra casa e o sniper chegou para agir no caso. Após três horas de negociação, o atirador atingiu fatalmente um dos sequestradores no rosto.
No caminhão de lixo, usado pelo grupo durante a fuga, a polícia encontrou dois malotes com dinheiro, armas de grosso calibre e muita munição.
Dia de terror
O dia de pânico em Viracopos foi decorrente da ação de uma quadrilha fortemente armada, que invadiu o setor de cargas para roubar malotes da transportadora de valores Brinks. Houve confronto e dois seguranças da empresa também foram baleados. A Brinks informou que a maior parte do dinheiro foi recuperada pela polícia. O aeroporto chegou a ficar fechado por 20 minutos para pousos e decolagens.

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Gilson Rei