Publicado 09/10/2019 - 09h57 - Atualizado 09/10/2019 - 13h01

Por Alenita Ramirez

Fachada da casa da cozinheira que furtou mais de R$ 200 mil da patroa

Divulgação

Fachada da casa da cozinheira que furtou mais de R$ 200 mil da patroa

Os objetos recuperados na manhã desta terça-feira (8) por investigadores do 10º Distrito Policial (DP) de Campinas somam cerca de R$ 40 mil, segundo a vítima. Joias, roupas de grifes nacionais e importadas, óculos de sol, iPad, bebidas importadas e até uma lixeira automática foram achadas na casa de uma funcionária de uma cuidadora de animais, no Jardim Flamboyant, após a polícia investigar o sumiço de remédios para uso veterinário, denunciado pela patroa. A localização se deu durante cumprimento de mandado de busca e apreensão expedido pela Justiça.
Cozinheira furtou mais de R$ 200 mil de patroa
De acordo com a vítima, de 40 anos, a funcionária trabalhava com ela havia dois anos e era uma excelente profissional. A suspeita já morou e trabalhou na Itália e antes de vir para Campinas, trabalhava como cozinheira em um restaurante de alto padrão na Capital. Ela foi indicada para a vítima, que passou a confiar plenamente na funcionária e, inclusive, deixou em seu poder um cartão para compras da casa.
Ainda conforme a vítima, ao longo de dois anos, a cozinheira transportou 700 mochilas cheias de objetos que ela não imaginava serem furtados de sua casa. A protetora de animais calcula que a suspeita tenha furtado mais de R$ 200 mil em roupas, joias e outros produtos de valor. “Eu acredito que não agiu sozinha e que estes produtos não foram para o uso dela. Apesar de ser uma excelente profissional, pois cozinha bem, pontual e responsável, essa mulher é uma psicopata. Meu apelo é para que as pessoas confiam em uma pessoa estranha, desconfiando e procura monitorar tudo”, disse a vítima.
A protetora de animais descobriu que era furtada pela funcionária após perceber a falta de remédios de uso veterinário que comprava para os gatos e cachorros que cuida em casa. Segundo a vítima, de cada compra que fazia, mais da metade sumia da prateleira. O fato chamou sua atenção e ela decidiu pedir ajuda para a Polícia Civil. "Os policiais trabalharam muito bem. Eu quis levar o caso adiante para que não tenha outras vítimas", disse.
A confirmação do crime ocorreu quando os policiais recolheram imagens de 48 câmeras de seguranças instaladas no imóvel e verificaram que a empregada acessava cômodos privados. Além dela, outros quatro funcionários trabalham no imóvel.
No momento em que os policiais chegaram na casa da suspeita, para cumprimento do mandado, ela usava uma corrente de ouro. A mulher tentou esconder dos investigadores, mas acabou confessando que tinha arrancado a peça e escondido no bolso da calça.“Acessamos a rede social da autora e vimos que ela exibia em fotos, óculos, joias e roupas de marcas, inclusive uma corrente de ouro com diamantes da H.Stern que era da vítima”, contou o investigador-chefe, Marcelo Hayashi.
Na casa dela, os policiais encontraram sete blusas, uma calça, cinco óculos, um cartão do banco Itau sem nome gravado, um aparelho de som Bluetooth, um Ipad, um DVD portátil, duas bolsas, nove bebidas importadas (inclusive uma Chandon), uma lixeira elétrica, um Play Game Nintendo DS, duas correntes (uma de ouro e outro em prata). Os itens foram todos reconhecidos pela vítima, que visualizou as imagens por meio do WhatsApp.
Segundo o investigador-chefe, no momento em que foi detida, a cozinheira alegou que tinha ganhado algumas peças dos patrões e outras, encontrou no lixo. Os policiais ainda descobriram que a suspeita burlava as compras que realizava para a patroa, comprando para si, cerca de 50% do valor gasto.
A empregada foi indiciada por furto, prestou depoimentos e vai responder pelo crime em liberdade.

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Alenita Ramirez