Publicado 09/10/2019 - 15h30 - Atualizado 09/10/2019 - 15h30

Por AFP


Um país rico em petróleo, mas muito endividado, o Equador acaba de lançar reformas que provocaram uma alta dos preços do combustível e deflagraram os maiores protestos do país em décadas.

Veja abaixo algumas das características deste país de 17,3 milhões de habitantes, de maioria católica:

Outrora parte do império inca, o Equador foi governado pela Espanha até 1822, quando integrou a Grande Colômbia liderada pelo herói da independência sul-americana, Simón Bolívar.

Após se tornar uma república independente em 1830, o país ficou nas mãos de uma ditadura militar entre 1972 e 1979, quando voltou à democracia.

O Estado sofreu um período de instabilidade entre 1997 e 2005, durante o qual três presidentes foram destituídos após enormes protestos.

A eleição em 2006 do economista de esquerda Rafael Correa trouxe uma década de calma. O mandatário foi reeleito uma primeira vez em 2009, após a aprovação de uma Constituição que reforçou o controle estatal sobre a economia, e novamente em 2013.

Em 2012, concedeu asilo ao australiano Julian Assange, responsável pelo WikiLeaks, acolhendo-o na embaixada do país em Londres.

O sucessor de Correa em 2017 foi seu ex-vice Lenín Moreno (2007-2013).

Correa e ele se confrontaram pouco depois de sua posse e, em 2018, Moreno convocou um referendo que impôs um limite de mandatos presidenciais, impedindo assim o retorno de seu antecessor à Presidência.

Investigado em vários processos em seu país, um deles por sequestro, Correa vive na Bélgica desde 2017.

Em abril de 2019, Moreno retirou o asilo de Assange.

O Equador é o maior exportador mundial de bananas e um dos principais produtores de café e cacau.

Também tem reservas de 4 bilhões de barris de petróleo. Em agosto de 2019, sua produção foi de mais de 500 mil barris por dia.

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