Publicado 12/09/2019 - 11h14 - Atualizado // - h

Por Paulo Santana

O atacante Vico, que veio do Grêmio por empréstimo, foi apresentado ontem: jogador deve iniciar a partida como opção no banco de reservas

Denny Cesare/EC

O atacante Vico, que veio do Grêmio por empréstimo, foi apresentado ontem: jogador deve iniciar a partida como opção no banco de reservas

Em noite de comemoração pelos 71 anos da inauguração do Estádio Moisés Lucarelli, a Ponte Preta estreia seu terceiro uniforme no duelo com o Vila Nova, hoje, às 21h30, pela 22ª rodada da Série B do Campeonato Brasileiro. Vencendo, a Macaca chegará aos 34 pontos e voltará a colar no G4, com a mesma pontuação do 4ª colocado Coritiba, que só entra em campo sábado, diante do Londrina, fora de casa.
O técnico Gilson Kleina perdeu os meias Tiago Real e Matheus Vargas, que deixaram o clube, mas terá o atacante Marquinhos, liberado após cumprir suspensão automática. O volante Camilo, que recebeu o terceiro cartão amarelo, fica de fora.
"Desde que cheguei, tenho dito que temos que resgatar a nossa força no Moisés Lucarelli. É preciso ter equipe coesa e equilibrada, o que nem sempre é fácil. O primeiro passo é sentir o que é a Série B. Não pode deixar acontecer para depois reagir. O certo é que não tem jogo fácil", avalia o treinador.
Kleina decidiu esperar até os últimos momentos para saber se poderá ou não contar com o goleiro Ivan, que chegou ontem à noite, dos Estados Unidos, onde esteve a serviço da Seleção Brasileira. O meia Lucas Mineiro, que chegou no final de semana, ainda não terá condições de reestrear hoje pois seu nome não havia sido publicado no BID da CBF até ontem à noite.
O atacante Roger, que teve fratura no rosto durante o empate com o Criciúma, semana passada, jogará com uma máscara de proteção confeccionada especialmente para ele não sofrer contato na região lesionada. O ataque se completará com Marquinhos e Everton.
O meio-campo tem Edson e Gerson Magrão confirmados, além de Alex Maranhão. Caso Ivan seja poupado pela comissão técnica em virtude do cansaço da viagem, Ygor Vinhas será mantido no gol. "O Betão (preparador de goleiros) me disse para ficar pronto porque eu ia para o jogo. Mas vamos aguardar", comentou Ygor.
No mais, o time segue com a zaga formada pelo capitão Renan Fonseca e Reginaldo. Arnaldo e Diego Renan ocuparão as laterais. "O torcedor pode esperar um time com mais cara de Série B. O Gilson está implantando seus métodos de trabalho", disse Arnaldo
O atacante Vico, que veio do Grêmio por empréstimo, foi apresentado ontem de forma oficial. "O Gilson me conhece bem e sabe do meu potencial. Se tiver que jogar, estou pronto porque vinha treinando normalmente e estou 100% fisicamente", comentou o atleta, que deve iniciar a partida como opção no banco de reservas.
A Macaca oficializou proposta para contratar o meia Renato Cajá, de 34 anos, que conquistou o acesso da Série C para a Série B com o Juvenutude.

Tabu
Desde o primeiro jogo, em novembro de 1971, Ponte e Vila se enfrentaram oito vezes no Majestoso e o time campineiro nunca perdeu. Venceu seis vezes e empatou duas, com 15 gols marcados e apenas cinco gols sofridos.
Diretoria homenageia todos os ex-presidentes
Em comemoração aos 71 anos de fundação do estádio Moisés Lucarelli, inaugurado oficialmente em 12 de setembro de 1948, a Ponte Preta entrará em campo usando um selo comemorativo em seu uniforme no jogo de hoje diante do Vila Nova, pela Série B do Campeonato Brasileiro.
Ontem, a diretoria inaugurou duas placas no Salão Nobre do estádio. Em uma delas, estão gravados os nomes dos 56 presidentes que o clube teve desde a sua fundação. Na outra, estão todos os presidentes que passaram pelo Conselho Deliberativo.
Os nove ex-presidentes que ainda estão vivos receberam uma placa especial de agradecimento pelo trabalho realizado em prol do clube. "Independentemente das conquistas que tiveram e dos obstáculos que precisaram superar, são pessoas que colocaram a Ponte acima de tudo e se dedicaram a ela. Por isso, merecem este reconhecimento", disse o diretor social André Carelli.
Único estádio do Brasil construído pela torcida, o sonho de erguer o Majestoso começou quando Olímpio Dias Porto, José Cantúsio e Moyses Lucarelli reuniram dinheiro para comprar o terreno do estádio, sete anos antes.
A Pedra Fundamental do estádio foi lançada em 13 de agosto de 1944, tendo os engenheiros Alberto Jordano Ribeiro, Eduardo Badaró e Mário Ferraris como responsáveis pela obra. Desde 16 de julho de 2011, a fachada do estádio se tornou patrimônio público de Campinas, por meio de aprovação do Condepacc (Conselho de Defesa do Patrimônio Cultural de Campinas).

Escrito por:

Paulo Santana