Publicado 24/09/2019 - 13h51 - Atualizado 24/09/2019 - 13h52

Por Mary Jane A. Paiva



Quem toma conta do mundo? Você!  Nós somos os responsáveis por todas as formas de acontecimento e de oportunidades que vivemos. Somos nós que estamos aqui e temos que ocupar este lugar para que o mundo se torne um lugar melhor. É bobagem colocar a responsabilidade, projetar, no outro, na sua mãe, no seu pai, no seu chefe, no seu país, na sua cultura ou mesmo no seu Deus .


Não é fácil, eu sei. Mas pense que este redirecionamento, essa consciência, poderá diminuir ou até evitar angústia e ansiedade. Pense que a autorresponsabilidade é sobre maturidade e que permanecer infantil é ser impotente diante da vida. É seguir projetando a potência fora de si, e enfraquecendo. 

Como criar autorresponsabilidade e maturidade? Investindo em autoconhecimento, desconfiando das raízes e instruções de que é preciso obedecer a toda regra externa. Lembrando que fomos culturalmente, socialmente moldados para acreditar que algo está no comando de nossas vidas. 

É essencial desconstruir essas ideias, buscar sua autoridade interna, sua responsabilidade sobre si e tudo a sua volta, parar de escapar de si.

É preciso parar de projetar fora a causa de sua dor, de se afogar em todos os tipos de drogas, relacionamentos, política, religiões... saiba: o que vem de fora só vai adiar sua responsabilidade e manter sua pessoa imatura, egoísta, possessiva e... culpada. 

Sem autorização para ser livre e feliz. A autorresponsabilidade pertence ao adulto que consegue discriminar e perceber qual é a fatia dele, se responsabilizar por erros, enganos, distrações, emoções. 


Está neste comportamento a diferença entre o “tudo é meu”, sentimento que nasce na barriga (culpa -onipotente) e que é "de mim" para o mundo(responsabilidade), um sentimento que nasce do nosso peito/tórax. O tema não é confortável. Mas é precioso quando a segunda causa mortis é o suicídio. O basta da responsabilidade pela própria vida, ou um ato irresponsável, ou o excesso de culpa, dor...
 
 

Escrito por:

Mary Jane A. Paiva