Publicado 21/09/2019 - 10h49 - Atualizado 21/09/2019 - 10h50

Por Henrique Hein

Famílias inteiras foram ontem ao Largo do Rosário na manifestação global contra as mudanças climáticas

Leandro Torres/AAN

Famílias inteiras foram ontem ao Largo do Rosário na manifestação global contra as mudanças climáticas

A manifestação mundial pelo clima, que aconteceu ontem em diversas cidades, levou cerca de 200 manifestantes ao Largo do Rosário, em Campinas, ontem. Com direito a cartazes, carro de som e bandeiras, os manifestantes replicaram as pautas do movimento global e exigiram medidas concretas do poder público para combater o aumento das temperaturas em todo o planeta.
Em Campinas, a manifestação começou por volta das 16h30 e terminou no começo da noite. No local, as pessoas formaram uma grande roda para que palestrantes pudessem conversar com a população em geral e cobrar uma maior atuação da Prefeitura junto aos seus habitantes. “É um evento que tem como objetivo conscientizar todas as pessoas para a importância da preservação do meio ambiente e das nossas vidas”, explica a gestora ambiental e uma das organizadoras do evento na cidade, Isabela Kojin.
Com o intuito de ensinar valores as crianças, muitos pais aproveitaram a manifestação de ontem para levar seus filhos. A ecóloga Cristina Tófoli, de 41 anos, por exemplo, foi ao local acompanhada de seus “pequenos” Tito e Caetano, de seis e três anos, respectivamente. “Assim como todo mundo que está aqui eu também estou preocupado com a Amazônia, com os povos originários e com o clima. Eu tenho o costume de levar meus filhos em eventos como esse para que eles possam ver desde cedo a importância de se preservar o meio ambiente”, disse.
A greve pelo clima tem origem no "Fridays For Future" (Sextas-feiras Pelo Futuro, em inglês), que ganhou repercussão com a adolescente sueca Greta Thunberg, de 16 anos. Desde 2018, ela falta às aulas nas sextas-feiras para protestar pelo clima. A iniciativa rendeu sua indicação ao Prêmio Nobel da Paz e fez com que diversas outras manifestações se espalhassem pelo mundo. No Brasil, ao menos duas mobilizações tiveram repercussão nacional, uma em março e outra em maio deste ano. “Estamos planejando pelo menos mais duas manifestações em Campinas”, revelou Isabela.

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Henrique Hein