Publicado 21/09/2019 - 10h44 - Atualizado 21/09/2019 - 10h45

Por Alenita Ramirez

O serviço de limpeza faz parte do trabalho de desobstrução de barreiras para escoamento da água da chuva

Matheus Pereira/Especial para a AAN

O serviço de limpeza faz parte do trabalho de desobstrução de barreiras para escoamento da água da chuva

A Prefeitura concluiu quinta-feira a limpeza do piscinão localizado no final das avenidas Orosimbo Maia e José de Souza Campos, a Norte-Sul. O serviço faz parte do trabalho de desobstrução de barreiras que impedem o fluxo de águas pluviais. Foram recolhidos oito mil metros cúbicos de lodo e terra, volume esse que equivale a um prédio de 20 andares.
Segundo o secretário de Serviços Públicos, Ernesto Paulella, Campinas recolhe, por ano, cerca de 50 mil metros cúbicos de sujeira dos 46 córregos que compõem o sistema de microdrenagem da cidade e gasta aproximadamente R$ 3 milhões com limpeza. O volume de sujeira enche cinco mil caminhões de 20 toneladas cada um e é suficiente para preencher os distritos do Campo Grande e Ouro Verde.
Segundo Paulella, os detritos achados nos ribeirões e recolhidos pela Pasta, que vão desde lodo a vasos sanitários e móveis, em épocas de chuvas, podem causar grandes alagamentos. As regiões do Ouro Verde (Sudoeste) e do São Fernando (Sul) são as que mais apresentam problemas em relação a descarte de objetos e sujeiras nas ruas e em margens de rios.
Com uma área de 90 mil metros quadrados, o piscinão da Norte-Sul é o único que faz contenção de água pluvial na cidade. Ele recebe a água dos rios Orosimbo Maia e da própria Norte-Sul. De acordo com Paulella, a medida é preventiva para evitar enchentes no período e todo o detrito retirado do local foi levado para o aterro sanitário Delta.
Na região central da cidade, em período de chuvas, em especial de grandes tempestades, o córrego da Orosimbo Maia é o que mais transborda devido as cinco pontes existentes ao longo do leito. Os equipamentos são datados do século 19, com estruturas consideradas pequenas para o atual tamanho da metrópole. Aliado ao volume de água, somam-se a sujeira e descartes indevidos nas ruas, que são levados pela correnteza de água e lançadas no rio.
Como as pontes possuem formato irregular na abertura e na saída de água, formam-se verdadeiras represas, que transbordam. "As pessoas têm o hábito de jogar fora móveis, eletrodoméstico, material de construção, enfim tudo perto dos rios e esses objetos acabam obstruindo o fluxo de água da chuva", contou Paulella. "Para o caso da Orosimbo Maia, já existe projeto para trocar as pontes, mas estamos pleiteando verba com o governo federal. Só naquele local, os investimentos são de R$ 25 milhões", disse o secretário.
O desassoreamento do piscinão é feito duas vezes por ano, no primeiro e no segundo semestre, com o objetivo de ampliar a capacidade de armazenamento de água da chuva e dos córregos. Com o serviço, a capacidade do piscinão passa de 130 milhões para 270 milhões litros de água.

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Alenita Ramirez