Publicado 21/09/2019 - 10h31 - Atualizado 21/09/2019 - 10h31

Por Francisco Lima Neto

O Ipem verificou produtos embalados em seis cidades do Estado

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O Ipem verificou produtos embalados em seis cidades do Estado

Nos últimos dois dias, o Instituto de Pesos e Medidas do Estado de São Paulo (Ipem), órgão do Governo do Estado que tem como finalidade proteger o consumidor, realizou a Operação "Cesta Básica" em produtos embalados sem a presença do consumidor, chamados de pré-medidos, nos laboratórios da autarquia na Capital, Bauru, Campinas, São Carlos, São José do Rio Preto e Ribeirão Preto. Durante a fiscalização em Campinas cinco produtos apresentaram irregularidades.
A operação integra um conjunto de ações de intensificação das fiscalizações rotineiras do Ipem, com o objetivo de identificar irregularidades em produtos e garantir que o consumidor não seja prejudicado nas suas compras.
De acordo com Rogério Nogueira da Silva, delegado regional do Ipem em Campinas, as equipes vão diretamente aos pontos de venda dos produtos e faz uma pré-avaliação, descontando o peso da embalagem. Se levantar alguma suspeita, os produtos são encaminhados para o laboratório. "As equipes têm laptop e balança. É tudo informatizado", diz o delegado.
As equipes em Campinas fiscalizaram 48 produtos. No primeiro dia, 13 amostras de uma marca de arroz, 20 de uma marca de molho de tomate e 13 de feijão apresentaram irregularidades. As embalagens continham menos produto que o informado nas embalagens.
No segundo dia, 13 amostras de uma marca de extrato de tomate e 20 de condimento preparado também continham menor quantidade que o prometido. No total, cinco marcas foram reprovadas.
"Essas empresas têm o prazo de 10 dias para apresentar defesa. Após o período, o caso é analisado pelo departamento jurídico. Conforme a irregularidade e a forma como está lesando o consumidor, as multas podem chegar a R$ 1,5 milhão", revela Silva.
As fiscalizações têm o objetivo de proteger o consumidor. "O objetivo é sempre visar a garantia da justeza comercial porque as pessoas pagam. Para a empresa também é bom porque é uma forma de garantir que o concorrente está entregando a mesma quantidade. Para nós o que importa é que a quantidade vendida seja a mesma que está na embalagem", finaliza.

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Francisco Lima Neto