Publicado 15/09/2019 - 10h49 - Atualizado 15/09/2019 - 10h51

Por Francisco Lima Neto/AAN

O Índice BNI Planalto Paulista, apurado junto a 550 empresas, revela alta de 5,8% no faturamento no mês de agosto, quando comparado a julho deste ano

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O Índice BNI Planalto Paulista, apurado junto a 550 empresas, revela alta de 5,8% no faturamento no mês de agosto, quando comparado a julho deste ano

As micro e pequenas empresas e profissionais liberais das regiões de Campinas, Jundiaí e Bragança Paulista registraram crescimento pelo segundo mês consecutivo. O Índice BNI Planalto Paulista, apurado junto a 550 empresas, revela alta de 5,8% no faturamento no mês de agosto, quando comparado a julho deste ano. As 550 empresas que fazem parte do BNI Planalto Paulista faturaram R$ 4.566 milhões no mês passado com venda de produtos e prestação de serviços, ante R$ 4.312 milhões de julho. Quando comparado ao mesmo mês de 2018, o faturamento das empresas ainda está 1,2% inferior.
Milton Gadioli, diretor comercial da Tokstil, empresa que desenvolve móveis para ambientes corporativos e médicos, com sede em Campinas, atesta o indicador. "A gente já sentiu crescimento grande em julho. Foi de quase 40% em comparação com junho. Em agosto foi um crescimento de pouco mais de 10%", comemora. Ele acredita que há uma retomada da confiança. "Muitas empresas que estavam com projetos parados retomaram esses projetos. Com uma maior confiança na economia, cada empresa que retoma vai incentivando a outra", explica. Gadioli lembra que a demanda que estava represada desde o ano passado passou a ter fluxo.
Christian Furtado, proprietário da MTC, empresa de telecomunicações sediada em Hortolândia, também sentiu essa confiança. "Tivemos 11% de crescimento em agosto. Sem dúvida, em setembro vai haver mais ainda. Muitas empresas estão investindo, crescendo. Acho que em setembro vamos crescer 15%", adianta.
Para Eduardo Santana, diretor do BNI Planalto Paulista, o crescimento no faturamento nos dois últimos meses é um sinal de que existe uma melhora no quadro econômico e de consistência nos negócios realizados. “É evidente que o pequeno e médio empresário espera por um crescimento maior, mais robusto. Mas, por outro lado, percebemos que os números registrados indicam que não houve uma deterioração do cenário econômico”, diz ele, em referência à alta do dólar frente ao real, provocada pela instabilidade mundial.

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Francisco Lima Neto/AAN