Publicado 12/09/2019 - 10h14 - Atualizado // - h

Por Henrique Hein/AAN


Divulgação

A Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Carlos Lourenço, que está com a estrutura pronta há quase dois anos e ainda sequer foi inaugurada, foi furtada na manhã de ontem. De acordo com a Guarda Municipal (GM), o suspeito de cometer o crime é um usuário de drogas. Ele teria arrombado o cadeado do portão de entrada da unidade e cortado uma grande quantidade de fios que estavam no subsolo.
Um vigilante que fazia a ronda local, observou que o portão estava aberto e que o cadeado havia sido quebrado. Ele entrou na unidade para entender o que teria acontecido e, ao verificar as câmeras de segurança, visualizou um homem trajando camisa preta e bermuda verde roubando o equipamento.
O segurança acionou a Guarda Municipal, que efetuou as buscas nas proximidades até encontrar um homem, com as mesmas características das filmagens, queimando os fios no interior de um matagal. Aos guardas, ele disse que queria ser internado e que tem uma filha de dois anos, na qual não pode nem se aproximar dela, por decisão judicial. O suspeito é auxiliar de enfermagem e usuário de crack.
Segundo a GM, a mãe do suspeito, que foi contatada pela corporação, disse que o filho vendeu tudo que eles tinham na casa para comprar drogas: vendeu cama, colchão, fogão e até mesmo o botijão de gás dela. O homem foi levado ao 1o Distrito Policial (DP) e preso pelo crime.
De acordo com a Prefeitura de Campinas, o roubo no local não vai atrasar a inauguração da UPA do Carlos Lourenço, que tem previsão de começar a funcionar no dia 4 de novembro. A estrutura está pronta há quase dois anos, mas a Administração não tinha na época recursos para manter o custeio da unidade como, por exemplo, o pagamento de funcionários compra de equipamentos e manutenção.
As tratativas para a construção desta UPA começaram ainda durante a gestão do ex-prefeito Hélio de Oliveira Santos (PDT). De lá para cá, o prédio foi construído e equipado ao custo de R$ 4,8 milhões. O local tem capacidade para atender 500 pacientes por dia e para custear os serviços é preciso desembolsar R$ 1,8 milhão por mês.

Roubo de fios
Roubar fios tem sido uma prática corriqueira, em Campinas. No primeiro dia de setembro, o Túnel Joá Penteado, no sentido Centro-bairro, ficou quase uma semana às escuras depois que bandidos furtaram o cabeamento de energia e os disjuntores que alimentam os pontos de iluminação do local. A demora para o reparo por parte do poder público gerou apreensão e medo nos motoristas e pedestres que utilizam a via para se deslocar. Além do sentimento de insegurança, a demora na manutenção também colocou em risco a integridade das pessoas e dos motoristas, que poderiam ter se envolvido em acidentes de trânsito. Buzinas e cantadas de pneus dentro do túnel podiam ser ouvidos a todo momento. 

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Henrique Hein/AAN