Publicado 11/09/2019 - 09h05 - Atualizado // - h

Por Daniel de Camargo

Equipe da Defesa Civil realiza o monitoramento na Mata Santa Genebra: número de focos de queimadas caiu em comparação ao ano passado

Leandro Torres/AAN

Equipe da Defesa Civil realiza o monitoramento na Mata Santa Genebra: número de focos de queimadas caiu em comparação ao ano passado

A Defesa Civil de Campinas intensificará as vistorias preventivas nos próximos dias para minimizar as possibilidades de focos de queimadas em áreas tradicionalmente mais preocupantes do Município. As ações são motivadas pela baixa umidade do ar e pelo calor. Segundo a Defesa Civil, ontem, às 14h40, a umidade relativa do ar atingiu o índice de 17,5% na cidade.
Coordenador do órgão, Sidnei Furtado frisa que as ações in loco de prevenção às queimadas ficarão concentradas em matas como a da Santa Genebra e da Fazenda Santa Elisa, do Instituto Agronômico de Campinas (IAC), no bairro Nossa Senhora Auxiliadora, e outras localidades com vasta extensão verde, como os distritos de Joaquim Egídio e Sousas. "Nesses lugares, um incêndio provocaria grandes transtornos e danos, comprometendo bastante a saúde pública", esclareceu.
"Pedimos para a população não queimar material, fator que agrava o problema", disse. Qualquer atendimento ou ocorrência registrada, informa, serão encaminhados posteriormente à Secretaria do Verde, Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, órgão fiscalizador que pode notificar os proprietários de terrenos.
Na segunda-feira, Campinas entrou em estado de atenção pela segunda vez no ano, depois que a umidade relativa do ar registrou índice de 18,2%, conforme dados da Estação CIIAGRO, do Instituto Agronômico de Campinas (IAC). Essa condição é decretada quando os níveis estão entre 12% e 20%. Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), quando a métrica aponta para menos de 30%, o quadro já é considerado preocupante, pois o nível ideal vai de 60% a 80%. Nesta circunstância, a Defesa Civil recomenda suprimir exercícios físicos e trabalhos ao ar livre entre 10h e 16h, evitar aglomerações em ambientes fechados e usar soro fisiológico para olhos e narinas.
Ontem, o órgão alterou o estado de Campinas classificando como de atenção. Isso porque às 9h foi aferido índice de 29,3%. Essa condição é determinada quando a umidade relativa do ar está entre 20% e 30%. Neste cenário, a orientação é para que as pessoas evitem praticar exercícios físicos ao ar livre entre 11h e 15h. Pede-se ainda que o ambiente seja umidificado por meio de vaporizadores, toalhas molhadas e recipientes com água. Sempre que possível, indica-se a permanência em locais protegidos do sol ou em áreas vegetadas, além de recorrente hidratação com água. Às 14h40, porém, Campinas voltou para o estado de alerta, quando a umidade chegou a 17,5%.
A variação de um estado para o outro provavelmente será constante até o fim desta semana, pontuou Furtado. "Os próximos dias devem seguir secos", acrescentou. Furtado apontou que a população pode sofrer complicações alérgicas e respiratórias devido ao ressecamento de mucosas, ressecamento da pele e irritação dos olhos.

Queimadas diminuíram
O coordenador da Defesa Civil de Campinas recordou que o número de focos de queimadas caiu drasticamente nos meses de estiagem em 2019, se comparado com 2018. Foram 63 ocorrências registradas de 1º de maio a 26 de agosto deste ano contra 212 no mesmo período do ano passado. Os dados são da Defesa Civil de Campinas que, desde 2018, adotou o sistema de notificação de queimadas por meio do monitoramento via satélite do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE). 

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Daniel de Camargo