Publicado 05/09/2019 - 20h11 - Atualizado 05/09/2019 - 20h14

Por Agência Anhanguera

O Projeto Zona Livre de Catarata viabilizou mais de 10 milhões de consultas e 2 milhões de cirurgias

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O Projeto Zona Livre de Catarata viabilizou mais de 10 milhões de consultas e 2 milhões de cirurgias

O Serviço de Oftalmologia do Hospital de Clínicas da Unicamp assegurou, juntamente com outras duas instituições brasileiras, o Prêmio Champalimaud de Visão, a maior premiação internacional de oftalmologia. Essa foi a primeira vez que um país da América Latina foi contemplado e a premiação é de 1 milhão de euros divididos entre os três vencedores. A premiação foi entregue nesta quinta-feira (5), em Lisboa, pelo presidente de Portugal Marcelo Rebelo de Sousa. Também foram premiados o Instituto da Visão — Ipepo ligado a SPDM/Escola Paulista de Medicina e à Fundação Altino Ventura em Pernambuco.
O prêmio foi entregue ao chefe da Disciplina de Oftalmologia da Faculdade de Ciências Médicas da Unicamp, Carlos Arieta, acompanhado das médicas oftalmologistas do HC Denise Fornazarri e Rosane Castro. O superintendente do HC, Antonio Goncalves de Oliveira Filho, acompanhou a cerimônia, que aconteceu no Centro Champalimaud, em Lisboa. “Um momento histórico para o Hospital de Clínicas e para a medicina da Unicamp”, enfatizou Oliveira Filho.
"O Brasil ultrapassa a América Latina e, para nós portugueses, todos nós, tenhamos ou não um pouco da nossa alma familiar ligada ao Brasil, representa o melhor que no mundo projeta a língua portuguesa, o gênio, o talento daquela realidade que nos une como plataforma a tantos continentes, a tantos oceanos, a tantas culturas, a tantas civilizações", disse o presidente de Portugal, Marcelo Rebelo de Sousa em seu discurso.
O comitê da Fundação Champalimaud avaliou dezenas de projetos nos países da América Latina. O da Unicamp foi o Projeto Zona Livre de Catarata, criado em 1986 e que viabilizou — no HC ou em ações em outras cidades da região — ao longo dos anos mais de 10 milhões de consultas e cerca de 2 milhões de cirurgias de catarata. “Esse reconhecimento estendemos a todos aqueles que já passaram pelo nosso serviço e foram fundamentais para o combate à cegueira e outras doenças da visão, como o professor Newton Cara José”, destacou Arieta.
Arieta frisou em seu discurso a importância de um serviço público gratuito de qualidade como o que a Unicamp oferece a toda a população da região e até de outros estados. “Eliminar as barreiras no acesso à saúde ocular, combatendo a cegueira e a outras doenças oftalmológicas é a nossa missão e replicamos isso por outras unidades hospitalares vinculadas à Unicamp”, comentou. Médicos residentes do HC que participam do Congresso Brasileiro de Ofltalmologia, no Rio de Janeiro, também comemoraram a conquista histórica.
O Prêmio Champalimaud de Visão foi lançado em 2006, em homenagem ao industrial português António Champalimaud (1918-2004), idealizador da Fundação Champalimaud e que ficou cego numa fase avançada da sua vida.
 

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