Publicado 13/08/2019 - 21h00 - Atualizado 13/08/2019 - 21h00

Por AFP


O presidente de Honduras, Juan Orlando Hernández, negou nesta terça-feira, em Washington, que existam denúncias contra ele nos Estados Unidos por narcotráfico, após ser citado em um caso de drogas em uma corte federal de Nova York.

Em depoimento à Justiça de Nova York, o político hondurenho Alexander Ardón afirmou ter pago propinas a Hernández para comprar votos de deputados, que lhe elegeram presidente do Congresso entre 2010 e 2014.

"Ardón posteriormente gastou aproximadamente 1,5 milhão de dólares de lucros das drogas" na campanha que levou Juan Orlando Hernández ao poder em 2014, em troca de proteção, segundo documento da Justiça americana.

Hernández, eleito em 2013 e reeleito em 2017, negou nesta terça-feira que haja uma acusação formal contra ele por este tema na justiça dos Estados Unidos.

"Isto é uma alegação de um narcotraficante em outro julgamento", disse o presidente sobre Ardón, um ex-prefeito apresentado pelo promotor Geoffrey Berman como testemunha de acusação no caso contra "Tony" Hernández, irmão do mandatário.

"Isto tem credibilidade zero (...). Agora estamos vendo uma vingança", disse Hernández, que está em Washington para participar de uma reunião sobre drogas na sede da Organização dos Estados Americanos (OEA).

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