Publicado 22/08/2019 - 13h15 - Atualizado 22/08/2019 - 13h28

Por France Press

Elkeson já fez mais de 100 gols em quase 150 partidas no campeonato chinês

AFP

Elkeson já fez mais de 100 gols em quase 150 partidas no campeonato chinês

O atacante nascido no Brasil, Elkeson, afirmou seu desejo de levar a China à Copa do Mundo, depois de se tornar o primeiro jogador sem ascendência chinesa a ser convocado pela seleção do país asiático.
O atleta de 30 anos, recentemente naturalizado, fará história se jogar na equipe de Marcello Lippi no duelo classificatório para a Copa do Mundo de 2022 contra Maldivas no dia 10 de setembro.
Lippi já alertou sobre uma falta de atacantes no futebol chinês, e tentou solucionar o problema com o atacante brasileiro, que vai jogar com o nome de 'Aikesen'.
Este movimento dividiu os torcedores e os especialistas na China, um país que luta para disputar o segundo Mundial de sua história.
Mas o jogador do Guangzhou Evergrande, que já jogou no Botafogo e no Vitória, afirmou em uma carta aberta: "ter a nacionalidade chinesa me permite contribuir para que a seleção dispute de novo um Mundial".
"Quero dizer ao mundo: comecei oficialmente uma nova viagem. Sou chinês, quero devolver todo o amor e os cuidados que vocês me deram durante anos", acrescentou.
Elkeson já fez mais de 100 gols em quase 150 partidas no campeonato chinês.
A naturalização do atacante é parecida à que foi concedida ao meia nascido em Londres, Nico Yennaris.
O jogador do Beijing Guoan assumiu o nome chinês Li Ke e estreou na seleção do país no último mês de junho. Mas o ex-jogador do Arsenal tem origens familiares na China.
Elkeson poderá não ser o último dos jogadores naturalizados pelo país asiático, que ocupa apenas a 71ª posição no ranking da Fifa e que só disputou a Copa do Mundo de 2002, organizada por Coreia do Sul e Japão.

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