Publicado 21/08/2019 - 19h01 - Atualizado 22/08/2019 - 11h18

Por Carlos Rodrigues

Roberto Fonseca em sua apresentação ao lado do superintendente Fumagalli: técnico não conseguiu fazer a equipe reagir após a Copa América

Letícia Martins/Guarani FC

Roberto Fonseca em sua apresentação ao lado do superintendente Fumagalli: técnico não conseguiu fazer a equipe reagir após a Copa América

A péssima campanha do Guarani na Série B do Campeonato Brasileiro fez novas vítimas ontem. Com o time afundado na lanterna e há 12 rodadas consecutivas na zona de rebaixamento, o Conselho de Administração decidiu demitir o técnico Roberto Fonseca e promover uma reformulação no departamento de futebol, com as saídas do superintendente Fumagalli, do executivo Marcus Vinícius Beck Lima e do coordenador técnico Gabriel Remédio.
Outra mudança a ser confirmada nos próximos dias é o afastamento de Palmeron Mendes Filho do cargo de presidente. As decisões foram tomadas em uma reunião realizada ontem à tarde após a derrota por 1 a 0, para o Operário, a terceira seguida do time no campeonato.
Contratado para tentar fazer a equipe reagir após a pausa para a Copa América, Roberto Fonseca não deu o retorno esperado. O time ainda apresentou sinais de evolução quando conquistou sete pontos em três partidas, nas vitórias sobre São Bento e o líder Bragantino, além do empate com o Sport fora de casa. O tropeço no Dérbi, porém, recolocou o time em condição ruim e deu início a uma nova crise.
Após a derrota em Ponta Grossa, o treinador, em entrevista à Rádio Bandeirantes, ainda fez comentários que não agradaram à direção, principalmente no que diz respeito ao pedido de reforços que não chegaram, além de contratações vindas sem seu aval, e que não reuniam as condições físicas ideais. Fonseca sai do clube após 68 dias de trabalho e um aproveitamento de apenas 29% — além dele, também deixa o Brinco de Ouro seu auxiliar Roberto Fonseca Júnior.
O departamento de futebol também não saiu impune. Sétimo maior artilheiro da história do clube e com mais de 300 partidas com a camisa do Guarani, Fumagalli não conseguiu repetir fora dos gramados o sucesso dos tempos de jogador. Ele foi, ao lado de Marcus Vinícius Beck Lima e Gabriel Remédio, um dos responsáveis pela montagem do elenco para a temporada e viu o time acumular insucessos. Apesar das críticas da torcida, o ídolo desejava permanecer no cargo pelo menos até o fim do ano.
Presidente
A próxima novidade no clube será dentro do 'queijo', o prédio administrativo do Brinco de Ouro. Isso porque, na nota oficial em que divulgou as demissões, o Guarani também informou que o Conselho de Administração analisará a possibilidade de afastamento temporário do presidente Palmeron Mendes Filho buscando viabilizar sua defesa administrativa no processo de impeachment pedido pela oposição. Assim, o vice-presidente Ricardo Moisés, empresário ligado à ASA Alumínios, assume como mandatário do clube.
Gilson Kleina é o primeiro da lista
Com a demissão de Roberto Fonseca, o Guarani já trabalha em busca de um técnico. O preferido da diretoria para tentar conduzir uma reação e evitar o rebaixamento é Gilson Kleina, que tem a predileção do presidente Palmeron Mendes Filho e é nome de consenso no Brinco.
Kleina já havia sido sondado antes da chegada de Vinícius Eutrópio, mas ele havia acabado de acertar com o Criciúma e a pedida salarial era acima do que o Bugre gostaria de arcar. Agora, o clube tem pelo menos dois trunfos para tentar convencê-lo de aceitar uma proposta.
O primeiro é o fato de o técnico estar desempregado desde que deixou o time catarinense, há pouco mais de duas semanas. O Guarani também pretende subir a oferta, se necessário. A expectativa é que o anúncio do novo comandante aconteça até o final de semana. Enquanto isso, O auxiliar Thiago Carpini conduzirá os treinos.

Escrito por:

Carlos Rodrigues