Publicado 20/08/2019 - 10h26 - Atualizado 20/08/2019 - 14h56

Por Estadão Conteúdo

O próximo Bananada também está confirmado, já tem data (17 a 23 de agosto de 2020) e os ingressos estão à venda

Reprodução/Facebook

O próximo Bananada também está confirmado, já tem data (17 a 23 de agosto de 2020) e os ingressos estão à venda

Não é um ano dos mais fáceis para festivais de música independente no Brasil, mas o Bananada concluiu com méritos sua 21.ª edição, neste fim de semana, em Goiânia. Foram três dias de shows com curadoria cuidadosa e a presença de 21 mil pessoas no estacionamento do Passeio das Águas Shopping. O próximo Bananada também está confirmado, já tem data (17 a 23 de agosto de 2020) e os ingressos estão à venda.
Mas ainda em 2019, o domingo viu a maior concentração de público do festival em shows de duas mulheres em momentos diferentes da carreira. Pitty, aos 40, apresentou pela primeira vez na cidade a turnê do disco Matriz (2019), mas um setlist tão recheado de sucessos apenas atesta que ela é dona de uma trajetória mais do que consistente no pop rock nacional. E Duda Beat, aos 31, mas no início de uma carreira que ganhou dimensão nacional em 2018, com o bem produzido Sinto Muito.
Em termos de escalação, o festival esse ano poderia ser separado assim: sexta, o "dia do rap", com um performático Edgar, um brilhante Black Alien e um apagado Baco Exu do Blues. Sábado, foi o "dia pop": Felipe Cordeiro, Tulipa Ruiz e João Donato, Luiza Lian, Criolo, Bixiga 70 e Teto Preto, todos muito diferentes entre si, todos com apresentações relevantes no contexto do festival. Domingo, para celebrar uma espécie de marca de Goiânia no cenário indie nacional, a psicodelia agiu como um sutil fio condutor: a banda Paus, de Portugal, Terno Rei, e especialmente o Boogarins, jogando em casa.
Se a expressão "festival no estacionamento do shopping" parece pouco atraente, o Bananada tem em si uma aura indie tão potente que o espaço ganha certo charme: a aparência de galpões lembra algumas festas eletrônicas do underground paulistano, laboratórios exemplares da comunhão entre cultura e diversão. É preciso dizer que o Bananada só resolveu o problema das filas (enormes) no último dia. E que o festival tem uma programação estendida, que começou na segunda-feira, 12, com shows e festas em diversos espaços de Goiânia - e que acontece de novo, ano que vem.
As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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