Publicado 14/08/2019 - 09h34 - Atualizado 14/08/2019 - 09h34

Por Mary Jane A. Paiva


Felicidade é um conceito muito subjetivo, difícil de definir, mas quando a sentimos, sabemos que a temos. A felicidade pode ser uma sensação de preenchimento ,bem estar, satisfação e prazer, ou a ausência de sofrimento. É uma sensação.
Pode ser que a sua felicidade esteja relacionada à ideia de fazer a viagem dos seus sonhos. Ou então a um trabalho bem realizado, às compras, a performance (ou à simples prática) esportiva, àquele dia entre amigos, com a família. São muitas as hipóteses. Há quem acredite que a felicidade está “linkada” a um corpo maravilhoso, à fama, ao casamento, à uma vida ao ar livre ...
Cada um relaciona sua felicidade com o que bem quer, nunca é igual para todo mundo. Contudo, nenhuma dessas hipóteses pode de fato trazer a felicidade. Relacionar a sensação à uma só conquista só uma armadilha. O melhor é relacionar à felicidade somente com você e exercitá-la. Assim, quando realizar algum objetivo já será feliz, e ficará ainda mais. Dá para entender?
Explico. A forma mais fácil de se ser feliz é ser menos exigente e apreciar as pequenas coisas da vida. Claro que é preciso uma certa dose de otimismo também. Tão fundamental quanto essa dose é viver no momento presente. Sentir, ser presente e otimista. Tá anotando? Esses são ingredientes certeiros que quando combinados com o autoconhecimento ganham ainda maior potência. Olhar para dentro é mais difícil do que olhar para o lado. Comparar-se com os outros é mais fácil do que encontrar suas respostas, daí, irresistível... mas a comparação azeda essa receita aqui. Deixe-a de lado.
Dispense também medidas exatas. Por vezes ficamos tão exigentes com o nosso plano de felicidade que o tornamos inatingível. A exigência, a expectativa e a idealização da felicidade não caem bem...levam o olhar para o lado mais amargo, o imperfeito. Claro, o agridoce é bem vindo, devemos olhar para o imperfeito e usá-los a nosso favor (até celebrar, por que não?)...contudo convém parcimônia. Escrevo isso porque acredito que sentir felicidade tem a ver com a aceitação de tudo aquilo que a vida põe na sua frente e dentro de você. Ou melhor, que você coloca dentro de você, da suas ideias, do seus sentimentos, do seu olhar.
Cada pessoa tem suas próprias lutas e qualidades, defeitos e derrotas. Está tudo dentro e não fora, repito. Daí a importância da gratidão, da compaixão e autocompaixão nesta receita... que está quase terminando. Para concluir a receita da felicidade só falta ...a falta. Porque é o vazio, a falta, que nos motiva a olhar para dentro, avaliar todas as habilidades e circunstâncias citadas, e procurar a felicidade. Você já pensou no que te deixa realmente feliz da vida? Pergunte-se celebre o que já tem e também a falta e... persiga a sensação. Olhe pra dentro. Viva para fora! A felicidade é uma sensação... que pode aparecer nos momentos de maior descuido desta saga. Por que? Porque não existe receita. Mesmo.

Escrito por:

Mary Jane A. Paiva