Publicado 25/08/2019 - 11h05 - Atualizado 25/08/2019 - 11h05

Por Agência Anhanguera de Notícias

A professora Liliane Ferrareso Lona, da Faculdade de Engenharia Química (FEQ) da Unicamp, foi responsável pela viabilização da tecnologia

Leandro Torres/AAN

A professora Liliane Ferrareso Lona, da Faculdade de Engenharia Química (FEQ) da Unicamp, foi responsável pela viabilização da tecnologia

Pesquisadores da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) desenvolveram um tipo de repelente para ser utilizado em roupas e superfícies como tetos e paredes para proteger contra o mosquito Aedes aegypti e ajudar a evitar a transmissão de doenças como dengue, zika, chikungunya e febre amarela. A tecnologia, que já está disponível para o licenciamento, utiliza os mesmos compostos químicos encontrados nos repelentes tradicionais e que são comercializados atualmente no mercado.
Liliane Ferrareso Lona, professora da Faculdade de Engenharia Química (FEQ) da Unicamp e responsável pela viabilização da tecnologia, explica que a produção do repelente só foi possível por meio de técnicas laboratoriais que permitiram que os pesquisadores dessem um jeito de fazer com que o repelente tradicional liberasse as substâncias encontradas em sua composição para o ar de forma mais lenta, garantindo, assim, uma proteção mais prolongada do produto contra o mosquito.
Ela explica que o repelente, ao ser aplicado sobre superfícies (incluindo tecidos), consegue uma liberação sustentada da substância por até 12 horas. “Conseguimos imobilizar o repelente (tradicional) para que ele evaporasse mais lentamente. Um dos problemas dos produtos convencionais é que o composto se evapora rapidamente ou é absorvido pela pele, necessitando aplicações mais frequentes”, explica a professora.
Segundo Guilherme Martinate Gomes, aluno de pós-graduação e também responsável pela patente, a encapsulação dessas substâncias e o uso delas como repelentes ambientais — em tintas ou em impregnação de tecidos — surgem como uma nova alternativa para ajudar a população no combate à proliferação das doenças transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti. “O uso de repelentes de insetos é uma medida preventiva fundamental para que a transmissão de doenças como a dengue, malária e chikungunya seja evitada”, avalia.
Vantagens
De acordo com Liliana, um dos pontos altos do repelente é o fato dele poder ser utilizado em roupas e tecidos de recém-nascidos, excluindo a necessidade de uso do repelente diretamente sobre a pele. “Isso seria vantajoso no caso de alergias, ou para proteção de bebês, por exemplo, já que existem estudos que relacionam o repelente aplicado diretamente sobre a pele a doenças neurológicas”, afirma o estudante.

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