Publicado 22/08/2019 - 08h05 - Atualizado 22/08/2019 - 08h06

Por Daniel de Camargo

John Rodgerson comanda a empresa desde 2017:

Carlos Bassan/PMC/Divulgação

John Rodgerson comanda a empresa desde 2017: "Estou confiante que as tarifas vão cair ao longo do tempo"

A Azul Linhas Aéreas está ciente da indignação da população e do Conselho de Desenvolvimento da RMC — colegiado formado pelos prefeitos dos 20 municípios da região — no que diz respeito aos valores praticados pela companhia em Viracopos, e já trabalha, segundo seu presidente, para reduzir o custo final dos bilhetes. “O cliente está sempre em primeiro lugar para a Azul”, garantiu John Rodgerson, que comanda a empresa desde 2017, em entrevista ao Correio ontem. Anteriormente, o executivo norte-americano, que participou da fundação da companhia aérea, foi diretor financeiro e de relações com investidores. “Iremos enfrentar esse cenário com um investimento de US$ 1,5 bilhão em novas aeronaves", informou.
Esses aviões serão mais eficientes, ou seja, realizarão as rotas gastando menos combustível, medida que deve reduzir os gastos operacionais, consequentemente, possibilitando tarifas menores, salientou Rodgerson. Como esses aviões começarão a chegar em Viracopos em dezembro próximo, ele projeta que o impacto no valor final do bilhete ocorrerá a partir de 2020. “Estou confiante que as tarifas vão cair ao longo do tempo”, disse.
O executivo pede ainda que os prefeitos da região e a população analisem a situação por uma perspectiva contextualizada e imparcial. Rodgerson menciona que há 10 anos Viracopos estava abandonado. E, ainda assim, a Azul construiu aqui o maior hub da América Latina, enfatiza ele. Sobre o êxodo de passageiros para Congonhas e Cumbica, discorda: “Em julho, tivemos resultado recorde de quase 1 milhão de passageiros”.
Para embasar seu argumento sobre os investimentos realizados no terminal campineiro e o alto custo de atuar no setor, o gestor da Azul informou também que o prejuízo contábil da companhia, somando os resultados de 2014 até 2018, é de R$ 330 milhões. Rodgerson assegurou que está aberto para conversar com quem for necessário sobre a operação da Azul em Campinas e no Brasil.
“Tenho muito orgulho de tudo que estamos fazendo no País”, frisou, revelando ainda que está em contato direto com ministros e até com o presidente da República, Jair Bolsonaro (PSL). O intuito é expandir os serviços cada vez mais. Sobre a redução na alíquota do ICMS, explica que trará benefícios gradativamente às companhias. No momento, elas precisam investir em contratações, publicidades e aeronaves para ofertar a contrapartida ao Estado.

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Daniel de Camargo