Publicado 20/08/2019 - 07h49 - Atualizado 20/08/2019 - 07h49

Por Maria Teresa Costa

Fachada da Prefeitura de Paulínia

Divulgação

Fachada da Prefeitura de Paulínia

A Justiça Eleitoral deferiu ontem o registro das quatro candidaturas a prefeito de Paulínia para a eleição suplementar marcada para 1º de setembro que estavam pendentes. Tiveram os registros deferidos ontem o atual prefeito interino Loira (DC), além de Nani Moura (MDB), Du Cazellato (PSDB) e Tuta Bosco (Cidadania). Já estavam aptos a disputar a eleição os candidatos Ângela Duarte (PRTB), Coronel Furtado (PSC), Custódio Campos (PT), Marcelo Barros (PSOL) e Capitão Cambuí (PSL). Com as decisões, a eleição suplementar tem nove candidatos.
A eleição foi marcada após o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) cassar, sem possibilidades de novos recursos, os mandatos do prefeito Dixon Carvalho (PP) e o vice, Sandro Caprino (PRB).
Dixon e Caprino foram cassados por abuso de poder econômico na eleição de 2016. Dixon foi acusado de justificar o pagamento de contas de campanha com a venda simulada de um terreno no valor de R$ 1 milhão, em uma Ação de Impugnação de Mandato Eletivo (AIME) impetrada pelo ex-prefeito derrotado nas urnas em 2016, José Pavan Júnior (PSDB), e pelo diretório municipal do PDT. Segundo a denúncia, havia desacordo entre o valor declarado no custeio da campanha e o efetivamente colocado à disposição.
A Procuradoria Regional Eleitoral (PRE), que se manifestou no processo no TRE, afirmou, na época, que “a manobra foi nitidamente usada para cobrir os valores gastos com a campanha eleitoral além da capacidade econômica do candidato, cuja situação financeira declarada à Receita Federal não comportava gastos dessa monta.”
A quebra de sigilo bancário, segundo a procuradoria, denotou a triangulação do dinheiro, oriundo da venda de lotes de uma empresa, até o caixa da campanha do candidato, tendo como eixo central a conta de seu pai.
Em maio, o TSE, por unanimidade, rejeitou o último recurso do prefeito cassado pelo Tribunal Regional, para retornar ao cargo e novas eleições suplementares foram autorizadas.
Durante a manhã, o TSE havia liberado as candidaturas de três candidatos, deixando pendente o registro de Du Cazellato, que teve o pedido impugnado pelo PSL, sob alegação de que o tucano fez propaganda irregular pelo PTC e pela Coligação Movimento Paulínia Cidadã, que questionam o fato de que ele tinha sido indicado após uma convenção que não teve o aval da Executiva estadual do partido.
Na semana passada, a juíza eleitoral de Paulínia, Marta Brandão Pistelli, já havia decidido pela ilegalidade da intervenção do diretório estadual do PSDB no diretório municipal do partido no mês passado, quando uma comissão interventora assumiu o comando da legenda.
O juiz eleitoral-substituto, Bruno Cassiolato, havia suspendido o ato um dia após a intervenção, e autorizou o diretório municipal a realizar a convenção que escolheu Du Cazellato e Sargento Camargo como candidatos do partido a prefeito e vice-prefeito, respectivamente. Ontem à tarde, a juíza eleitoral Marta Pistelli deferiu seu registro, mas até o início da noite, o site do TSE mantinha a candidatura pendente de julgamento.

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Maria Teresa Costa