Publicado 16/08/2019 - 20h37 - Atualizado 16/08/2019 - 20h37

Por Agência Anhanguera de Notícias

O MPT coordena o diagnóstico sobre o trabalho infantil em pesquisa que envolverá alunos de 13 cidades

Cedoc/RAC

O MPT coordena o diagnóstico sobre o trabalho infantil em pesquisa que envolverá alunos de 13 cidades

O Ministério Público do Trabalho (MPT) se reuniu na última quinta-feira com representantes de 13 municípios do Interior de São Paulo, com o objetivo de criar um diagnóstico eletrônico do trabalho infantil nas cidades de Americana, Artur Nogueira, Campinas, Cabreúva, Hortolândia, Itatiba, Jaguariúna, Limeira, Pedreira, Piracicaba, Pirassununga, Sumaré e Valinhos. A ação consiste em realizar uma ampla pesquisa junto aos alunos da rede pública de ensino, com o apoio dos educadores, para mapear e colher informações de crianças e adolescentes que podem estar em situação de trabalho infantil. As instituições de proteção da criança e do adolescente de alguns dos municípios, como Cras, Creas, Conselhos Tutelares e Secretarias Municipais também participarão do projeto.
A reunião foi conduzida pelo procurador do MPT e coordenador regional da Coordenadoria Nacional de Combate à Exploração do Trabalho da Criança e do Adolescente (Coordinfância), Paulo Crestana. Na oportunidade, o coordenador técnico da Associação dos Patrulheiros Mirins de Itatiba (Apami — Convívio Social e Aprendizagem) e membro do Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente (CMDCA) de Itatiba, Araê Cainã Souza, trouxe aos presentes o mapeamento que foi feito na cidade Itatiba, que será usado como modelo para as demais cidades.
Em Itatiba, o questionário, elaborado por meio de ferramenta Google Forms foi respondido por mais de três mil alunos da rede pública de ensino e o resultado está em fase de compilação dos dados coletados.
“O projeto de diagnóstico eletrônico escolar do trabalho infantil nos municípios da nossa região é uma oportunidade de direcionar as políticas públicas voltadas a crianças e adolescentes em situação de trabalho, oferecer programas de renda para famílias em risco social, fomentar a aprendizagem e combater o trabalho infantil”, explica Crestana.
Antes de começar a realizar os questionários, o MPT concedeu o prazo até 29 de agosto para que os representantes dos municípios encaminhem sugestões de questões para o formulário de pesquisa. Uma nova reunião ainda deve acontecer no dia 16 de setembro, na sede do MPT Campinas, para tratar dos ajustes finais da ação.

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