Publicado 14/08/2019 - 09h48 - Atualizado 14/08/2019 - 09h48

Por Henrique Hein

Manifestantes se encontraram no Centro de Campinas no final da tarde

Henrique Hein/AAN

Manifestantes se encontraram no Centro de Campinas no final da tarde

Centenas de pessoas se reuniram no final da tarde de ontem na região central de Campinas para mais um dia de manifestações programadas pelo País contra os bloqueios de verba na Educação e a Reforma da Previdência. Formado principalmente por estudantes, professores e entidades sindicais, o grupo deu início ao protesto por volta das 17h, com concentração no Largo do Rosário. 
A manifestação, como em todo Brasil, foi convocada pela União Nacional dos Estudantes (UNE). Trata-se do terceiro ato realizado este ano em defesa da Educação. Os movimentos vêm sendo organizados depois que o Governo Federal anunciou cortes drásticos na área, em março de 2019.
Ontem, com direito a carro de som, bandeiras e cartazes, os manifestantes criticaram presidente Jair Bolsonaro (PSL). Alguns ainda aproveitaram o momento para demonstrar apoio ao ex-presidente Lula. O nome da vereadora Marielle Franco, assassinada no ano passado, foi lembrado. O programa "Future-se" — lançado recentemente pelo Ministério da Educação (MEC) — também foi alvo de reclamações. O projeto tem como objetivo aumentar a autonomia administrativa das universidades federais, estimulando as entidades a captar recursos próprios.
Por volta das 18h30, a Avenida Francisco Glicério foi tomada pelos participantes, que iniciaram a passeata pelas avenidas Moraes Sales e Anchieta, até as escadarias da Prefeitura. O ato foi acompanhado por agentes da Emdec e pela Guarda Municipal.
Outros atos
Além do protesto no final da tarde, outros dois atos em prol da Educação também marcaram a terça-feira campineira. No começo da manhã, cerca 200 pessoas se reuniram na região central da cidade.
Material desenvolvido pela Unicamp foi colocado em "varal" no Largo do Rosário
Já durante a tarde, professores e alunos da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) fizeram um "aulão" a céu aberto no Largo do Rosário. A iniciativa, que ganhou o nome de Ciência na Praça, teve como objetivos mostrar os trabalhos desenvolvidos pela universidade para o público e conscientizar as pessoas sobre a importância das pesquisas e das mostras científicas para o universo acadêmico.

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Henrique Hein