Publicado 13/08/2019 - 07h49 - Atualizado 13/08/2019 - 07h49

Por Gilson Rei

O trecho da cabeceira da ponte põe em risco carros e pedestres

Leandro Torres/AAN

O trecho da cabeceira da ponte põe em risco carros e pedestres

A erosão acentuada na cabeceira de uma ponte e a falta de defensores de segurança preocupam milhares de pessoas que usam o trecho da Avenida John Boyd Dunlop sobre o córrego Piçarrão, entre o Jardim Rossin e o bairro Princesa d'Oeste. Pedestres e veículos passam muito perto de um espaço aberto, sem defensores, ao atravessar a ponte, um risco que se junta à grande erosão na cabeceira. Uma equipe da Prefeitura faz obras nas proximidades, porém, não atua diretamente na erosão, nem na construção de uma proteção ou reforço estrutural. 
Morador do bairro Princesa d'Oeste, o eletricista José Maria dos Anjos reclamou das condições de segurança do local. “Devido ao estado de erosão na cabeceira da ponte, e à falta de uma proteção para pedestres, o risco de acidentes é muito grande. A ponte deveria ser arrumada urgente, antes de iniciar a construção de outra. No período da noite é mais perigoso porque a iluminação é precária. É um perigo”, afirmou.
Já a moradora do Jardim Rossin, Giovana Luiza da Silva, estagiária de engenharia da produção, reclamou da falta de preocupação do Poder Público. “Deviam priorizar os pedestres. Está fácil cair da ponte, pois a proteção não existe. Uma senhora quase caiu morro abaixo porque está tudo aberto na passagem dos pedestres. À noite é pior porque não tem iluminação”, disse.
Segundo Giovana, ela não se arrisca a passar no local. “Moro no Jardim Rossin, que fica do outro lado da ponte. Vou sempre para o outro lado estudar e ir ao comércio, mas prefiro utilizar ônibus para poder atravessar a ponte, mesmo sendo uma distância pequena de minha casa”, explicou.
Edna Beneti, agente de viagens, moradora do bairro Princesa d'Oeste, disse que não se arrisca também atravessar como pedestre e tem receio de passar com o carro ou ônibus. “Tem pouca proteção e, além disso, está uma erosão muito grande. Tenho medo que a ponte desabe”, afirmou. “Minha mãe e minha avó residem no Jardim Rossin e quando vou para lá prefiro dar uma volta a mais e evitar este lado da ponte”, afirmou.
Prefeitura
A Empresa Municipal de Desenvolvimento de Campinas (Emdec) esclareceu em nota que o reforço estrutural necessário na ponte do Jardim Rossin não integra as obras do Corredor BRT Campo Grande.
Já a Secretaria de Serviços Públicos informou em nota que faz vistorias nessa ponte da Avenida John Boyd Dunlop, na altura do Jardim Rossin, com frequência, reforça o talude e executa outros reparos e itens de proteção sempre que necessário.
Informou, ainda, que recentemente um laudo da Secretaria de Infraestrutura atestou a segurança da ponte. No entanto, um engenheiro irá ao local ainda hoje para fazer uma nova vistoria e verificar se está ocorrendo algo e tomar providências que se façam necessárias. Lembrou também que a população pode acionar a Prefeitura e fazer solicitações em geral pelo 156.

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Gilson Rei