Publicado 11/08/2019 - 09h30 - Atualizado 11/08/2019 - 09h31

Por AAN

CEO da SciPet Soluções em Inovação Tecnológica, Fabio Piva, durante apresentação do sistema inteligente

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CEO da SciPet Soluções em Inovação Tecnológica, Fabio Piva, durante apresentação do sistema inteligente

Pesquisadores da SciPet, empresa-filha do Instituto de Computação (IC) da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), desenvolveram um sistema inteligente capaz de ajudar na busca de animais perdidos pela cidade.
Com foco em prefeituras, ONGs, pet shops e condomínios residenciais, a plataforma – apelidada de ‘CrowdPet’ – tem como objetivo permitir que os usuários levantem informações e localizem os bichinhos perdidos e abandonados por meio de uma alternativa menos invasiva que a microchipagem.
O funcionamento da ferramenta se dá da seguinte maneira: os usuários inserem as informações sobre os animais (foto e características gerais) na plataforma colaborativa, formando assim um cadastro geral de animais. O reconhecimento dos animais perdidos se dá por meio de uma inteligência artificial que cruza as imagens do pet perdido com os dados inseridos na plataforma. A tecnologia já está em uso por profissionais da Prefeitura de Jaguariúna desde setembro de 2018.
Por enquanto, no caso de Jaguariúna, apenas os funcionários que atuam na saúde e bem-estar animal do município podem cadastrar os animais na plataforma. No entanto, segundo Fabio Piva, CEO da SciPet Soluções em Inovação Tecnológica, a intenção da empresa é expandir a novidade para a população geral em breve.
“A tecnologia é inovadora por realizar o mapeamento de animais em espaços compartilhados com humanos. O propósito do sistema é, justamente, reconhecer estes animais que dividem o espaço conosco, garantindo o bem-estar deles”, explica Fábio.
O professor Eduardo Alves do Valle, da Faculdade de Engenharia Elétrica e de Computação (FEEC) da Unicamp e que participou da etapa de pesquisa da nova tecnologia, conta que um dos diferenciais da plataforma está, justamente, na utilização da inteligência artificial, já que ela permite a identificação do animal por meio de suas características físicas. “Já havia uma extensa literatura voltada ao reconhecimento facial humano. Mas o desenvolvimento de um sistema que reconhece os animais pelas características físicas é inovador”, pontua.
Piva salienta que o desenvolvimento da plataforma CrowdPet se dará em três etapas distintas. “Lançamos esse primeiro módulo da plataforma, que chamamos de ‘registro animal’ e é voltado para utilização em prefeituras. É uma versão disponível para os agentes de bem-estar animal e de saúde. Com a tecnologia, todo animal que passa por essas clínicas, que têm um grande fluxo, é registrado no sistema por um agente”, explica.
Com o primeiro módulo instaurado, já é possível conhecer a população de animais de estimação de uma cidade. “Depois, temos o módulo da identificação do animal, que ainda está em testes. E, por último, lançaremos o aplicativo para a população que servirá como uma rede social para os animais”, revela Piva.
Segundo ele, a previsão é que a solução seja adotada por mais dez novas cidades ainda este ano. “O feedback está sendo extremamente positivo, pois estamos trazendo inovação de processo para um setor de bem-estar animal, que é muito carente de inovação. E isso não é apenas no Brasil”. 

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AAN

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