Publicado 11/07/2019 - 10h46 - Atualizado 11/07/2019 - 10h46

Por AFP


A Nasa substituiu o diretor do departamento responsável pela exploração espacial humana, um movimento que acontece dentro de uma grande reorganização da agência, informa a imprensa americana.

A notícia foi divulgada no momento em que a agência luta contra o tempo para cumprir o ambicioso plano do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de enviar novamente astronautas à Lua em 2024.

O projeto, batizado como Artemis, é a primeira tentativa de levar o homem novamente à Lua desde 1972, mas alguns analistas questionam se o prazo é realista em consequência das restrições orçamentárias e dos atrasos no desenvolvimento dos foguetes da próxima geração e dos equipamentos necessários para a viagem.

Para enfrentar este "desafio corajoso", a administrador da Nasa, Jim Bridenstine, anunciou em um e-mail aos funcionários da agência que Bill Gerstenmaier, diretor de Missões de Exploração e Operações Humanas (HEO, na sigla em inglês), foi destituído do cargo e passará a ocupar um posto de assessor.

Veterano da Nasa, para a qual entrou em 1977, Gerstenmaier é muito respeitado dentro da agência e se tornou um de seus melhores gerentes, supervisionando o programa do ônibus espacial e as operações dos Estados Unidos na Estação Espacial Internacional (ISS) antes de virar diretor de HEO.

No mesmo e-mail, Bridenstine informa que o ex-astronauta Ken Bowersox será o diretor interino do departamento.

O plano do governo Trump de voltar a enviar seres humanos à Lua, incluindo a primeira mulher, está marcado por atrasos e custos excessivos, segundo uma auditoria oficial.

O custo do foguete SLS da Boeing, coração do projeto, disparou 30%, a 8 bilhões de dólares, e é bastante provável que um novo atraso de seu primeiro voo, planejado para junho de 2020, volte a ser anunciado.

O orçamento para o desenvolvimento da cápsula Orion, que a Lockheed Martin está construindo para transportar os astronautas, também registrou aumento.

Mas o vice-presidente Mike Pence, responsável pelo anúncio da meta de enviar uma missão tripulada à Lua em março de 2024, criticou a Nasa por "inércia burocrática" e pediu uma nova mentalidade.

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