Publicado 08/07/2019 - 20h30 - Atualizado 08/07/2019 - 20h30

Por AFP


O alemão Artur Brauner, produtor de mais de 300 filmes, muitos consagrados à memória das vítimas do Holocausto, como "Europa, Europa", faleceu em Berlim aos 100 anos.

"A Alemanha perde um de seus produtores de cinema mais importantes do pós-guerra", destacou a secretária alemã de Estado para a Cultura, Monika Grütters.

"Ver que um judeu polonês perseguido emigra após a guerra ao país dos assassinos de sua família para produzir filmes e participar da reconstrução democrática da Alemanha é um grande presente para nosso país".

Nascido em 1º de agosto de 1918, em Lodz, no centro da Polônia, este filho de um comerciante de madeira sobreviveu ao extermínio de judeus poloneses ao fugir com sua família para a União Soviética.

Brauner emigrou para Berlim após a guerra e fundou a empresa de produção cinematográfica CCC. Outra parte de sua família emigrou para Israel.

Grande admirador de Fritz Lang, produziu durante 70 anos de carreira mais de 300 filmes e séries.

Algumas séries, muito rentáveis, permitiram a Brauner financiar filmes sobre a história do Holocausto, a obsessão durante toda a vida deste sobrevivente.

Entre os filmes que marcaram o público e a crítica estão "Europa, Europa", sobre um orfão judeu no coração da elite nazista (1990) e "A Rosa Branca" (1982), sobre a rede de resistência alemã.

Em 1972, "O jardim dos Finzi Contini", sobre a juventude judia dourada italiana no início da Segunda Guerra Mundial, recebeu o Oscar de melhor filme de língua estrangeira.

Escrito por:

AFP