Publicado 07/07/2019 - 10h15 - Atualizado 07/07/2019 - 10h15

Por AFP


O ex-vice-presidente dos Estados Unidos Joe Biden, líder nas pesquisas de opinião sobre a indicação democrata para as eleições presidenciais de 2020, pediu desculpas, no sábado (6), por seus comentarios "amáveis" em relação a senadores segregacionistas.Um ex-senador que trabalhou no governo do primeiro presidente negro dos Estados Unidos, Barack Obama, causou polêmica no mês passado em um evento para arrecadar fundos, em Nova York. Neste dia, ele lembrou da "civilidade" com que se relacionou com os senadores falecidos James Eastland e Herman Talmadge, dois democratas que se opunham ferozmente ao fim da divisão de raças.Eastland "nunca me chamou de 'garoto', sempre me chamou de 'filho'", disse Biden.Esses comentários provocaram a condenação de seus rivais nas primárias. Até agora, Biden se negava a pedir desculpas, mas mudou de rumo ontem."Me enganei há umas semanas por ter dado, de alguma maneira, a impressão às pessoas de que estava elogiando aqueles homens aos quais, vez ou outra, me opus com sucesso? Sim, e eu lamento. E lamento qualquer dor, ou mal-entendido que possa ter causado", afirmou Biden, em discurso na Carolina do Sul."Esse erro deve definir 50 anos da minha luta pelos direitos civis e pela justiça racial neste país? Espero que não", completou.Embora ainda lidere as pesquisas, Biden perdeu apoio depois do debate entre os pré-candidatos democratas no final de junho. Nele, foi duramente confrontado pela senadora negra Kamala Harris sobre temas raciais.Uma pesquisa divulgada após o debate mostrou 20% de apoio para Harris (contra 7% três semanas antes), enquanto Biden viu seu apoio cair de 30% para 22%.cs/rma/rsr/ttHARRIS

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