Publicado 22/07/2019 - 14h51 - Atualizado // - h

Por Da Redação da Metrópole

Bartender de Campinas é a única mulher entre os 35 participantes inscritos em concurso de drinques

Arquivo Pessoal

Bartender de Campinas é a única mulher entre os 35 participantes inscritos em concurso de drinques

Maria Envergonhada Rosa. Esse é o nome do drinque com o qual a campineira May Quelly Rodrigues concorre na primeira edição do Dracon Legends Interior de São Paulo. Única mulher entre os 35 participantes inscritos, ela tentará vencer a competição organizada pela fabricante de bebidas Draco Gin, e que elege o melhor drinque autoral preparado com exclusividade para o evento, a base de Gin.

Quelly está começando como bartender e traz na sua bebida uma mistura de sofisticação, meiguice de princesa, com um toque de brutalidade. Segundo o regulamento do torneio, o autor precisa fazer um drinque com, no máximo, seis ingredientes, sendo que um deles deve obrigatoriamente ser o gin. O Maria Envergonhada Rosa leva moscatel rosé, gin draco, espuma de limão com cereja e cereja marrasquina.

Quando começou a preparar drinques, ela percebeu que havia muitas mulheres que não conseguiam beber ou que não conheciam o gin. “Busquei novas formas de apresentar a bebida a esse público. Quando eu levava os drinques e elas gostavam e agradeciam, eu ficava vermelha e com vergonha. Daí vem o nome da bebida”, explica.

A primeira fase do evento vai até o dia 5 de agosto e, ao todo, dez competidores serão classificados pelo número de engajamentos no Instagram. Para avaliar isso, serão levados em consideração comentários, curtidas, repost, views e stories. A medição do engajamento se dará através das marcações pelas seguintes hashtags: #kelao; #dracolegents; #dracogin.

A fase final, por sua vez, está marcada para o dia 26 de agosto, quando os dez finalistas terão que preparar seus drinques para avaliação dos jurados. Além do sabor, também será avaliada a performance do participante ao fazer a bebida.

Representando as mulheres
Quelly não se intimida por ser a única mulher entre os 35 participantes. Para ela, se trata de uma boa oportunidade de representá-las e fazer bonito. “Quero representar todas as mulheres guerreiras, que sonham, pois sou uma grande sonhadora”, afirma.

A concorrente está há três anos no Dom Brejas, mas vive uma nova experiência. Depois de começar no setor de eventos, migrou para o bar como ajudante geral, se tornou garçonete, foi se aperfeiçoando no atendimento, até que chegou ao cargo de gerente. “Eu estava em uma época bem difícil da minha vida, que precisava trabalhar para cuidar do meu filho e aqui encontrei muito mais do que um trabalho”, comemora.

Em janeiro de 2020, Quelly inicia seu primeiro curso de mixologia, em que aprenderá a combinar os ingredientes de maneira ainda mais efetiva. “A inscrição para esse curso tem sido um grande frio na barriga todos os dias, porque estou no meio de pessoas muito profissionais e eu sou só uma apaixonada por drinques”, conta a bartender, que aposta no que gosta para seguir em frente. “Tudo o que eu faço tento trazer um pouco de mim, que nada mais, nada menos, é amor.”

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