Publicado 22/07/2019 - 14h35 - Atualizado // - h

Por Alisson Negrinho

Aos 21 anos, Luiza Altmann se destaca na modalidade e já é a número 3 do ranking nacional

Arquivo Pessoal

Aos 21 anos, Luiza Altmann se destaca na modalidade e já é a número 3 do ranking nacional

Pouca idade, mas muita habilidade, dedicação e vontade de chegar ao topo. Aos 21 anos, Luiza Altmann não é uma jovem qualquer. Em seu taco de golfe, a indaiatubana carrega seus sonhos e também as esperanças de toda uma nação, que a considera como o futuro brasileiro na modalidade. Pressão? Nada disso. Para ela, é um privilégio.

“É uma honra ser apontada como uma das maiores promessas. Levo comigo o Brasil em todas as minhas competições e tenho muito orgulho de representar meu País no exterior”, conta a atleta, atual número 3 do ranking nacional.

Nascida em Indaiatuba, a jovem conheceu o golfe ainda cedo, aos 9 anos. Na época, seu pai buscava uma atividade que toda a família pudesse praticar aos fins de semana. Por se tratar de um esporte feito por pessoas de qualquer idade, não demorou para que se tornasse uma rotina no lar.

“Me lembro que desde que comecei a jogar me apaixonei. Assim que passei a competir, decidi que queria fazer do golfe a minha profissão”, destaca a garota, que recebe total incentivo dos pais. “São meus maiores apoiadores. Independente de ser hobby ou trabalho, eles estão sempre me puxando para cima, tentando me melhorar como esportista e também pessoa.”

Morando sozinha nos Estados Unidos, a atleta precisa de bastante organização para conciliar os treinamentos com o curso de business. Das 9h às 11h30, ela treina com foco na parte técnica. Já das 11h30 às 13h faz musculação. Após isso, Luiza estuda e almoça, para na sequência, das 15h às 19h30, treinar e jogar no campo.

Por conta da exigência nos treinos, a jovem optou por fazer os estudos pela internet. “Jogar profissionalmente e estudar ao mesmo tempo requer muita disciplina. São muitas viagens e torneios pelo mundo, por isso escolhi fazer on-line. Depois do jogo ou antes do treino é quando foco em estudar”, diz.

Principais conquistas
Se ainda é vista como uma promessa, aos poucos Luiza vai deixando o rótulo de lado. Com muita categoria e maturidade, ela tem atuado feito gente grande e conseguido importantes resultados, como o bicampeonato brasileiro, o Prêmio Brasil Olímpico de 2018 como melhor atleta brasileira no golfe, o top 3 da Flórida no campeonato do ano passado e o Cartão Tour Europeu de 2018.
Depois de cada conquista, o sentimento é de extrema alegria. “Me sinto feliz porque é o resultado de muito treino e dedicação. Ainda tenho bastante a melhorar e sigo treinando para conseguir outros resultados.”

Em agosto acontece a disputa dos Jogos Pan-Americanos, na cidade de Lima, no Peru. Convocada, a indaiatubana espera alcançar o pódio. “Tenho treinado muito duro e pretendo conquistar uma medalha para o Brasil”, comenta Luiza, que a longo prazo, tem como maior sonho estar entre as dez melhores golfistas da Ladies Professional Golf Association (LPGA).

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Alisson Negrinho