Publicado 19/07/2019 - 20h18 - Atualizado 19/07/2019 - 20h18

Por Carlos Rodrigues

Por falta de opção, o zagueiro Diego Giaretta será improvisado neste sábado

Letícia Martins/Guarani FC

Por falta de opção, o zagueiro Diego Giaretta será improvisado neste sábado

O Guarani inicia neste sábado (20) uma minimaratona que pode representar a reação na Série B do Brasileiro ou deixar o time em uma situação ainda mais complicada na tabela. Serão cinco partidas em 13 dias e a primeira delas um duelo do Interior contra o Botafogo, às 19h, no Estádio Santa Cruz, pela 10ª rodada. Com apenas cinco pontos, o Bugre não sai da zona de rebaixamento nem com uma vitória. São cinco derrotas consecutivas que deixam o Guarani em um momento conturbado.
A partir do jogo em Ribeirão Preto começa a série de compromissos, que continua na terça-feira (23), diante do Cuiabá, e depois na sexta (26), contra o São Bento, ambos em Campinas. No dia 29, o desafio é com o Sport em Recife, e depois o alviverde volta para casa e enfrenta o Bragantino em 2 de agosto. São 15 pontos em disputa e fundamentais para que a equipe possa tentar espantar o péssimo início de campanha.
"Estamos todos incomodados com a situação, mas precisamos continuar trabalhando e perseverando que as coisas vão voltar a se encaixar. A sequência é importante para termos uma reação e voltar a confiança", aponta o atacante Diego Cardoso. "Foi nossa última semana cheia e agora serão jogos dificílimos. Mas com a vitória, a cabeça fica mais tranquila e a confiança renovada", acrescenta o goleiro Jefferson.
Em sua segunda partida no comando do clube, o técnico Roberto Fonseca busca a primeira vitória e espera uma outra postura do time em relação a apresentada na derrota para o CRB. Embora tenha aprovado a atuação, o treinador espera regularidade. "Não fizemos uma partida ruim, mas tivemos alternâncias que nos levaram à derrota. Por isso precisamos de um comportamento diferente, com nível alto de concentração para ter uma performance mais linear e dinâmica o jogo todo."
Fonseca também disse que a pressão por conta dos acontecimentos da semana — pichações ao escritório do presidente e uma discussão do zagueiro Ferreira com torcedores — não podem abalar o grupo. "Quanto maior a camisa, mais pressão tem. O atleta tem que estar preparado e saber tirar força de situações adversas", destaca.
Para enfrentar o Botafogo, que deixou o G4 após três rodadas sem vitória, mas tem a chance de reassumir a vice-liderança, o comandante bugrino não confirmou a escalação. No entanto, a expectativa é por três mudanças. Diego Giaretta entra na lateral-esquerda no lugar do lesionado Armero e o volante Deivid substitui Ricardinho, suspenso. Outra provável novidade é a presença de Deivid Souza na vaga de Éder Luis.
A ausência de jogadores da posição fará com que o técnico Roberto Fonseca improvise na lateral-esquerda para o jogo de hoje contra o Botafogo. Com o titular Pablo Armero entregue ao departamento médico por mais cerca de 15 dias e o reserva imediato Bidu ainda em fase inicial de transição após se recuperar de um problema muscular, o zagueiro Diego Giaretta foi o escolhido. Não é uma novidade para ele, que atuará pela terceira vez no setor e agora com a chance de ter uma sequência como titular.
Giaretta
Giaretta foi aproveitado na função pelos dois outros treinadores que passaram pelo Brinco em 2019. Com Osmar Loss, na vitória sobre o São Caetano no Paulista e, sob o comando de Vinícius Eutrópio, na derrota para o Criciúma, já pela Série B.
"Contra o São Caetano ganhamos e tive a felicidade de dar uma assistência. Foi uma necessidade, quando os dois laterais se machucaram. Eu entrei e deu tudo certo", relembra. "Com o Eutrópio, tive uma oportunidade como lateral e creio que fiz um bom jogo. Espero que isso se repita", completa.
Com uma sequência de partidas pela frente e a impossibilidade dos atletas da posição se recuperarem a tempo, Giaretta possivelmente seguirá no time pelas próximas rodadas. Mesmo não sendo tanto a dele, espera contribuir e, acima de tudo, participar da recuperação bugrina.
"Independentemente de ficar ou não na equipe, é uma escolha do treinador, quero fazer meu melhor. Não pude fazer nada nas últimas derrotas por estar no banco, mas agora tenho a chance de colaborar. Precisamos acabar com essa sequência de derrotas para podermos reagir." 
 
 

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Carlos Rodrigues