Publicado 23/07/2019 - 10h08 - Atualizado 23/07/2019 - 10h09

Por Tote Nunes

Aparelho de grande porte tem capacidade para triturar troncos de até um metro de diâmetro para reaproveitamento

Leandro Torres/AAN

Aparelho de grande porte tem capacidade para triturar troncos de até um metro de diâmetro para reaproveitamento

O projeto de implantação da Usina de Compostagem de Lixo Verde deverá ter um dia decisivo hoje. Representantes da Prefeitura de Campinas planejam se encontrar com técnicos da Cetesb (Companhia Ambiental de São Paulo) numa tentativa de destravar o processo, que se arrasta desde 2017. A usina, que deverá processar resíduos provenientes da poda de árvores, corte de grama, sobras de vegetação resultante do manejo de parques e jardins e material orgânico produzido pelo sistema de tratamento de água e esgoto da cidade, estava prevista para entrar em operação em novembro passado, mas vem sendo seguidamente adiado desde então. 
O secretário de Serviços Públicos, Ernesto Paulela, estima agora que o equipamento esteja pronto para funcionar até o dia 15 de agosto. A Cesteb explicou ontem por meio de nota, que emitiu as licenças prévia e de instalação ainda em 2017, mas que só este ano a Prefeitura solicitou a licença de operação - a última etapa do processo. A Cetesb informou ainda que só no dia 27 de junho a Administração entregou o restante da documentação solicitada e que os documentos ainda estão sob análise. Por fim, a nota esclarece que até o dia 10 de julho - data da última vistoria - nem todos os equipamentos previstos no projeto estavam instalados.
“Na verdade, a gente ainda não sabe exatamente o que precisamos fazer. Esse encontro de amanhã (hoje) vai esclarecer justamente isso, mas acredito que seja uma coisa relativamente simples”, avalia Paulella. Por conta disso, ele acha que o processo está perto do final. “O governo (estadual) também tem muito interesse nesse projeto, pois essa modalidade deverá se transformar em modelo para todo o Estado”, afirma o secretário.
Fazenda Elisa
A usina está sendo instalada na Fazenda Elisa, do IAC (Instituto Agronômico de Campinas) e deverá evitar que 210 toneladas de lixo sejam despejados por dia no Aterro Sanitário. De acordo com Paulella, a usina verde surgiu de uma parceria entre a secretaria de Serviços Públicos, a Sanasa, a Ceasa e o IAC.
“Para se ter uma ideia, a Sanasa produz 80 toneladas de lodo por dia por conta do sistema de tratamento de esgoto”, afirma o secretário. “A Ceasa, mais 30 toneladas por dia de restos de alimentos”, acrescenta.
Segundo Paulella, a usina vai receber os resíduos e transformar o material em adubo orgânico, que será usado pelo IAC em seus experimentos. Além disso, poderá ser vendido para produtores rurais e fornecedores da Ceasa, por exemplo.
De acordo com o secretário, máquinas já foram compradas, entre elas, um triturador de grande porte, que tem capacidade para triturar troncos de árvores de até 1 metro de diâmetro, além de um compostador e uma peneira de classificação de adubo.
O secretário garante ainda que o projeto exigiu investimentos de R$ 8 milhões. Atualmente, todo o lixo coletado em Campinas é transferido para tratamento em Paulínia, a um custo de R$ 48 milhões. Campinas produz cerca de 1,3 mil tonelada de lixo por dia.

Escrito por:

Tote Nunes