Publicado 31 de Maio de 2019 - 12h09

Por Carlos Rodrigues

Após passar por grandes clubes da Europa e do Brasil, Armero chega ao Brinco:

Letícia Martins/Guarani FC

Após passar por grandes clubes da Europa e do Brasil, Armero chega ao Brinco: "É um time muito respeitado"

Passagens por grandes clubes do Brasil, como Palmeiras e Flamengo, e da Europa, no Milan, além da disputa da Copa do Mundo de 2014 fazem de Pablo Armero um jogador com um currículo imponente. Mas nem essa rica trajetória diminui a importância com que ele diz encarar o desafio no Guarani. Apresentado ontem como contratação para a sequência da Série B do Campeonato Brasileiro, o lateral-esquerdo colombiano de 32 anos garantiu motivação e destacou que quer usar a experiência a favor do clube.

Armero chega ao Brinco de Ouro após uma passagem conturbada pelo CSA. Em Alagoas, foram apenas quatro jogos disputados e a dispensa por conta de um suposto ato de indisciplina na véspera de uma viagem. O jogador evitou comentar o episódio e preferiu falar do futuro. "Quando surgiu a proposta, aceitei porque todos me falaram que é um time muito respeitado. Por aqui passaram jogadores importantes", afirmou. "No CSA, as coisas não saíram como eu esperava. Não esperava sair daquele jeito, mas acontece essas coisas no futebol. Agora é esquecer essa página e começar de novo."

Durante a entrevista, o colombiano destacou mais de uma vez a importância do coletivo, inclusive mencionando a expressão em espanhol 'aportar su granito de arena', que significa cada um dar sua contribuição. O lateral-esquerdo acompanhou a derrota para o Brasil de Pelotas, na última terça-feira, e comentou aquilo que acredita que possa ser feito para o Bugre se recuperar na competição.

"Acho que é o momento de refletir e achar qual o problema. Assisti ao jogo passado e o Guarani é um time com bons jogadores tecnicamente. Gostei dos meus companheiros, como jogaram. O time não ganhou, mas tem coisas positivas", avaliou. "Estou aqui para ajudar. Sou um jogador que gosto de me adaptar rapidamente. É mais fácil ganhar jogos juntos, sozinho ninguém faz nada. Tem que todo mundo ir para o mesmo lado para conseguir resultados positivos. Quero agregar minha experiência de Mundial, Europa e muitos times grandes. É uma oportunidade linda e quero aproveitar."

Histórico

Além da responsabilidade, Armero também precisará acabar com o histórico recente ruim de estrangeiros no Guarani. O último foi o também colombiano Rentería, que chegou com currículo e expectativa, mas atuou apenas quatro vezes — o atacante não marcou gols e acabou dispensado. "O mais importante é eu me adaptar ao grupo, eles entenderem meu tipo de jogo e eu entender o deles. Isso vale mais do que ser estrangeiro."

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Carlos Rodrigues