Publicado 14 de Novembro de 2018 - 8h03

Por Carlos Rodrigues

Umberto dá a sua última entrevista como técnico do Guarani: Clube está melhor do que quando cheguei

Letícia Martins/Guarani

Umberto dá a sua última entrevista como técnico do Guarani: Clube está melhor do que quando cheguei

A diretoria do Guarani não esperou nem o término da Série B do Brasileiro para promover uma reformulação no departamento de futebol. Ontem, o clube confirmou as saídas do técnico Umberto Louzer, do superintendente de futebol Luciano Dias e de mais dois componentes da comissão técnica: o auxiliar Caio Autuori e o preparador físico Felipe Celia.

Embora a versão oficial seja de que a rescisão do contrato aconteceu em comum acordo, a saída já era planejada para o final da temporada, mas o treinador optou por antecipar seu desligamento após tomar conhecimento das outras saídas.

A decisão foi concretizada após uma conversa entre diretoria e a então comissão técnica antes do treinamento que aconteceu à tarde e que já nem teve a presença de Umberto Louzer.

Em entrevista coletiva, o presidente Palmeron Mendes Filho elogiou a passagem do treinador e explicou os motivos da decisão.

“O futebol é dinâmico e isso não tem nada a ver com cogestão ou parceria. O que tem a ver é que o Conselho de Administração resolveu agir a tempo de começar os trabalhos para o Paulista de 2019”, justificou. “O que temos que entender é que futebol é feito de ciclos. Saímos de um ciclo muito vitorioso, foi criada uma expectativa grande e, junto com essa expectativa, veio a frustração. Com a frustração, o Conselho entendeu que era um momento de mudança”.

Umberto Louzer também falou sobre a saída, mas evitou polemizar. O ex-treinador valorizou o desempenho, mas se esquivou ao comentar sobre a interferência do assunto cogestão em seu trabalho.

“Nenhum tipo de ressentimento ou mágoa. Sou agradecido pela oportunidade de iniciar a carreira num clube gigantesco, com uma rica história. Os números comprovam o que trabalho que foi muito bem desenvolvido”, destacou.

“Foi um momento de muito aprendizado. Saio daqui como cheguei em 20 de fevereiro do ano passado como auxiliar. Saio com sensação de dever cumprido e deixando o Guarani muito melhor do que encontrei”.

Efetivado após a saída de Fernando Diniz no início do ano, Umberto Louzer deixa o Guarani com números expressivos. Comandante no acesso e no título da Série A2 do Campeonato Paulista, ele completou no último sábado 54 jogos, com 25 vitórias, 13 empates e 16 derrotas.

Caso ficasse até o final do ano, ainda seria o primeiro treinador desde Zé Duarte, em 1981, a dirigir o time bugrino da primeira até a última partida de uma mesma temporada.

Ex-lateral e Fumagalli dirigem o time

O Guarani adotará uma solução caseira para as últimas duas rodadas da Série B do Brasileiro. Após a saída do técnico Umberto Louzer e de boa parte da comissão técnica, a responsabilidade de dirigir o time nas partidas contra Brasil de Pelotas e Londrina caberá a dois ex-jogadores do clube. Marco Antônio ficará à beira do campo e Fumagalli será o auxiliar. Ontem já foram os responsáveis por trabalhar a equipe.

Marco Antônio, de 47 anos, foi lateral-direito do Bugre no final da década de 90. Recentemente, ele passou a desempenhar a função de auxiliar na comissão técnica fixa do clube.

Ao lado dele estará Fumagalli, que pendurou as chuteiras em abril e logo depois se tornou coordenador-técnico.

Em relação ao próximo treinador, o presidente Palmeron Mendes Filho não fez nenhuma revelação significativa e manteve o futuro em aberto. “Importante que se diga que o Guarani não tem um nome de novo treinador. Começaremos a trabalhar a partir de agora”.

UMBERTO NO BUGRE

JOGOS: 54

VITÓRIAS: 25

EMPATES: 13

DERROTAS: 16

APROVEITAMENTO: 54,3%

GOLS MARCADOS: 78

GOLS SOFRIDOS: 56

Escrito por:

Carlos Rodrigues