Publicado 28 de Julho de 2018 - 19h42

Por Daniel de Camargo


Cedoc/RAC

A merenda escolar de Campinas foi eleita como a melhor dentre as dez maiores cidades do Estado de São Paulo, no 2 trimestre de 2018, segundo a avaliação da população. Se comparada às dos 20 municípios que compõem a Região Metropolitana de Campinas (RMC), entretanto, a cidade aparece na 8<SC210,170> posição. Os dados são de um levantamento realizado pelo Indicadores de Satisfação dos Serviços Públicos (Indsat). Segundo o estudo, com 400 pessoas entrevistadas, 4% (16) classificaram este serviço público como ótimo. A maior parte da população, 43 % (172), avaliou como boa, enquanto 38% (152) entenderam como regular. Apenas 6% (24) julgaram como ruim e 9% (36) como péssima.

Esse serviço público, em particular, começou a ser estudado pelo Indsat no 4 trimestre de 2016. A margem de erro das pesquisas realizadas pelo instituto é de 4,8%, sob um intervalo de confiança de 95%. Com 654 pontos obtidos no índice de aprovação, Campinas recebeu “alto grau de satisfação”. No 1 trimestre deste ano, a cidade ocupava a 2 colocação no Estado e 13 em âmbito regional. A melhora também é retratada na comparação com o 2 trimestre de 2017, quando o município ocupava a 7 colocação dentre as dez maiores cidades do Estado, e apenas o 14 na RMC.

Nutrição

Para Solange Pelicer, secretária de Educação de Campinas, o resultado reflete o trabalho da rede que coloca o aluno no centro das atenções. “Todos os envolvidos no processo são sérios e têm como objetivo principal a melhoria contínua”, enfatiza, explicando que os cuidados referentes à qualidade na Educação da cidade, englobam tudo, desde a infraestrutura das escolas, passando obviamente pela alimentação ofertada aos estudantes.

Solange relembra que muitos programas e ações foram implementadas ou aprimorados nos últimos anos. Como exemplo da política abrangente da área, a secretária cita o Nutrir, desenvolvido pelo Departamento de Segurança Alimentar e Nutricional (DSAN) da Secretaria de Assistência Social, Pessoa com Deficiência e Direitos Humanos, que atende, atualmente, a 5.350 famílias de baixa renda, o que representa cerca de 25 mil pessoas. O investimento anual gira em torno de R$ 6 milhões.

Esse Programa de Segurança Alimentar prevê a entrega de um cartão magnético, similiar ao vale-alimentação, no valor de R$ 88,15 destinados à compra de alimentos de primeira necessidade. O cartão tem validade de um ano e é recarregado sempre no primeiro dia útil de cada mês. Para participar, a família precisa estar inserida no Cadastro Único do Governo Federal. É dada prioridade para grupos familiares com crianças até quatro anos, que tenham pessoas com deficiência ou idosos.

Outro exemplo citado por Solange é o Kit Lanche para passeios, quando alunos saem da escola para realizar algum estudo ou atividade. Segundo Pelicer, a infraestrutura também vem recebendo investimentos, por exemplo, nas cozinhas e refeitórios. “Até o final da gestão, planejamos reformar todas as cozinhas das escolas municipais, possivelmente com equipamentos industriais”, revelou a secretária, acrescentando ainda que os 1.027 cozinheiros da rede municipal passam por capacitações semestrais, nas quais aprendem e se atualizam para prover uma alimentação saudável e variada, de forma atrativa ao paladar.

Ao todo, são oferecidos 21 cardápios diferentes aos 170 mil alunos, que integram as escolas municipais, estaduais, além das Escolas Técnicas Estaduais e conveniadas. O orçamento disponibilizado para a alimentação escolar em Campinas em 2018, é de R$ 126.894.800,00.

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Daniel de Camargo