Publicado 25 de Julho de 2018 - 21h10

Por Alenita Ramirez

Mudas de árvores plantadas às margens do Ribeirão Anhumas, ao longo da Avenida Carlos Grimaldi, uma das áreas mais beneficiadas no projeto

Thomaz Marostegam/Especial para AAN

Mudas de árvores plantadas às margens do Ribeirão Anhumas, ao longo da Avenida Carlos Grimaldi, uma das áreas mais beneficiadas no projeto

Campinas já superou a meta proposta pelo prefeito Jonas Donizette (PSB) de um milhão de mudas de árvores plantadas, segundo o diretor de Parques e Jardins, Luiz Cláudio Mollo, secretário interino de Serviços Públicos, e do secretário do Verde, Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, Rogério Menezes. O objetivo foi cumprido em março e atualmente já são 1,03 milhão de mudas. De acordo com os responsáveis, do montante, 376 mil foram por meio do banco de áreas verdes e outras 650 mil por equipes da Secretaria Municipal de Serviços Públicos.

Locais como as margens do Ribeirão Anhumas, ao longo da Avenida Carlos Grimaldi, Parque Via Norte e Vila União, entre outros, são os que mais tiveram plantio. “Além disso, também trabalhamos o plantio em calçadas como nos bairros Cambuí, Taquaral e Nossa Senhora de Fátima. Foi uma ação de convencer o morador a plantar a espécie correta”, disse Mollo.

O plantio maciço começou em 2013 e a meta de Jonas era concluir o projeto no começo deste ano. Na década de 1980, o então prefeito petista Jacó Bittar também chegou a fazer uma campanha semelhante e prometer “um milhão de árvores”, mas o objetivo não foi cumprido.

A meta foi cumprida, segundo Mollo e Menezes, graças ao envolvimento das duas secretarias. De um lado, a Pasta do Verde implantou o programa de compensação ambiental com empresas instaladas na cidade, no qual elas mesmas se encarregaram de recuperar o verde de determinadas áreas, as chamadas áreas de preservacao permanente (APP). “A compensação foi assinada pelas empresas como compromisso da licença ambiental e esse trabalho ajudou em muito a recuperação da área verde em Campinas”, destacou Menezes.

Paralelamente, equipes de plantio da Secretaria de Serviços Públicos fizeram o plantio e o replantio de árvores depredadas e que morrem em canteiros, praças, parques, áreas de escolas, creches e unidades de saúdes, além de vias públicas. “Ao longo do projeto, urbanizamos e reurbanizamos 230 praças, além de três bosques, sendo o maior deles o Dom Bosco, no Vida Nova. Lá recuperamos três nascentes. Também fizemos trabalho na Pedreira do Chapadão e Parque das Águas”, falou Mollo. “Nosso trabalho é diário. As equipes sempre refazem todos os bairros para ver como está a plantação”, disse o diretor de Parques e Jardins.

Entre os trabalhos de plantio, constam mudas de ipê rosa no canteiro central da Avenida Dr. Heitor Penteado, no trecho em Sousas. Também foram feitos plantios em calçadas em sete bairros: Parque Tropical, Roseira, Perseu Leite de Barros, Taquaral, Cambuí, Nossa Senhora de Fátima e Bosque de Barão.

Aceitação de moradores

No caso das calçadas, segundo Mollo, para o plantio foi necessária a aceitação dos moradores. De casa dez donos de imóveis visitados, sete permitiram o replantio. A espécie foi plantada de acordo com a estrutura do local. “Tinha calçada que estava há muito tempo sem planta. O morador tem muito medo de que a árvore afete sua calçada, rede de água e esgoto, mas foi feito um trabalho de orientação”, frisou Mollo. 

Segundo ele, entre 20% e 25% das árvores plantadas sofrem depredação ou morrem. No total, ao longo dos cinco anos foram recuperados 1.170 hectares, entre praças, parques, vias e áreas verdes. Esse território correspondente a 1.099 áreas cadastradas. Só do banco de áreas verdes foram 307,5 hectares.

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Alenita Ramirez