Publicado 10 de Julho de 2018 - 7h22

Por Renato Piovesan

Intenção do parlamentar é incentivar produtos com papel biodegradável

Cedoc/RAC

Intenção do parlamentar é incentivar produtos com papel biodegradável

Um projeto de lei do deputado federal campineiro Carlos Sampaio (PSDB) visa banir a comercialização e distribuição de produtos de plástico de uso único no Brasil até 2030. Na última quinta-feira, o Rio de Janeiro se tornou a primeira cidade brasileira a proibir o uso de canudinhos de plástico em quiosques, bares e restaurantes, com multa de R$ 3 mil para quem descumprir. No Rio, a lei é municipal, mas a intenção de Carlos Sampaio é instituir um Programa Nacional de Banimento dos Plásticos de Uso Único.

De acordo com a proposta, que ainda será votada na Câmara dos Deputados, ficará vedada, em todo o território nacional, a fabricação, a comercialização e a distribuição de cotonetes, talheres, pratos, misturadores de bebida, varetas utilizadas para fixarem balões e os prenderem, sacos de lixo e sacolas fabricadas em polipropileno, poliestireno, propileno, polietileno ou outros materiais similares e de características não biodegradáveis.

A intenção é incentivar a fabricação de produtos com papel biodegradável ou reciclável. “Segundo estudos, se a poluição não for interrompida imediatamente, em 2050 teremos mais plásticos que peixes nos oceanos. Espero, mesmo, que haja uma conscientização sobre a importância desse movimento e a Câmara Federal aprove esse projeto ainda nesse ano”, apontou o deputado, que apresentou o projeto na Câmara na última terça-feira, dia 3 de julho.

No Dia Mundial do Meio Ambiente, comemorado no dia 5 de junho, a modelo Gisele Bündchen lançou um desafio nas redes sociais pedindo que seus seguidores usassem a hashtag #AcabecomaPoluiçãoPlástica. No vídeo, ela afirmou que 500 bilhões de sacolas plásticas são usadas ao redor do mundo todos os anos. Três dias antes do post, ambientalistas já haviam se manifestado contra o uso excessivo de plástico, após autoridades da Tailândia terem confirmado que uma baleia morreu depois de ter engolido mais de 80 sacolas de plástico.

Pesquisa realizada por cientistas do Centro de Análises Ecológicas da Universidade da Georgia, por cientistas da Universidade de Santa Barbara, na Califórnia, e por profissionais da Sea Education Association, que foi a primeira análise global sobre a produção, o uso e o descarte de todos os plásticos já produzidos, publicada na revista Science Advances1, em 2015, analisou 192 países com território à beira-mar que estão contribuindo para o lançamento de resíduos de plástico nos oceanos e revelou que 13 dos 20 principais responsáveis pela poluição marinha são nações asiáticas. Na lista, que considera o número de habitantes que vivem em áreas costeiras, o total de resíduos gerados e o total de plásticos jogados fora, o Brasil ocupa o 16º lugar.

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Renato Piovesan