Brasil vive 4ª Revolução Industrial
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Publicado 28/06/2018 - 10h01 - Atualizado 28/06/2018 - 10h01

Por Rafaela Dias e Daniel de Camargo

Participantes do Fórum RAC: André Von Zuben, Rosana Jamal Fernandes, Sylvino de Godoy Neto, Sílvia Massruhá, Arthur João Catto, Fernando Monteiro de Carvalho Garnero e Rodolfo Jardim de Azevedo

Thomaz Marostegan/Especial para a AAN

Participantes do Fórum RAC: André Von Zuben, Rosana Jamal Fernandes, Sylvino de Godoy Neto, Sílvia Massruhá, Arthur João Catto, Fernando Monteiro de Carvalho Garnero e Rodolfo Jardim de Azevedo

O Brasil deve se preparar para a chegada cada vez mais intensa da Inteligência Artificial (IA), segundo o executivo de pesquisa e inovação do Instituto Eldorado, Arthur João Catto. O especialista defende, que o País vive o início da 4ª Revolução Industrial com o surgimento da Indústria 4.0 — as fábricas inteligentes —nas quais sistemas ciber-físicos monitoram processos e tomam decisões descentralizadas, comunicando-se entre si e com pessoas. “Com certeza, em breve a Inteligência Artificial vai passar por cima de nós”, garantiu Catto durante a palestra que ministrou no Fórum RAC — Caminhos da Retomada, que ocorreu no último dia 25, no Royal Palm Hall. O evento reuniu profissionais das diversas áreas movidas pelo interesses convergentes sobre Os Avanços da Tecnologia da Informação: Contribuindo para um Mundo Melhor?, tema desse Capítulo VII.
Ao mencionar que parte do trabalho desenvolvido em sua empresa, que oferece monitoramento de tecnologias emergentes, Catto disse que o Brasil, historicamente, é mais lento para lançar novas tecnologias, atuando como um seguidor das ferramentas apresentadas por empresas estrangeiras. O executivo avaliou também que o ciclo de vida das principais tecnologias mundiais. “Tente recordar de uma época em que só se falava em determinada tecnologia, e como ela demorou anos e mais anos para começar a ser útil e fazer sentido para você. Todo esse período segue um padrão identificado a cerca de dez anos pela empresa americana de consultoria Gartner. E foi da observação desse padrão que nasceu a metodologia chamada Hype Cycle”, explicou.
A Hype Cycle é a forma gráfica de representar a maturidade e a adoção de determinadas tecnologias. Dividida em cinco fases, ele caracteriza o exagerado entusiasmo inicial e subsequente o desapontamento que tipicamente acontece na introdução de novas tecnologias. O gráfico também mostra o que ocorre depois desse ciclo inicial, quando a tecnologia se estabiliza, passa a oferecer benefícios práticos e começa a ser efetivamente adotada pela sociedade.
“Lidar com tecnologias emergentes é um desafio. É difícil descobrir se determinado fenômeno tecnológico surgindo no horizonte é exagero, tendência ou extrema eficiência. As decisões de embarcar em uma tecnologia inovadora são arriscadas e têm, inevitavelmente, uma alta margem de incertezas”, avaliou.
Por outro lado, segundo ele, o cenário de negócios está cada vez mais complexo e ameaçador, e para manterem-se vivas e relevantes, as empresas têm que inovar, continuamente. “As tecnologias emergentes representam o futuro de muitos setores de negócios, pois têm potencial de criar e reestruturar indústrias em ritmo cada vez mais acelerado”, avaliou. Atualmente, não só a indústria, comércio, mas a nossa vida como um todo tornou-se fortemente dependente dessas tecnologias. Elas simplificaram muitas de nossas rotinas e nos habilitaram a fazer coisas que seriam impensáveis há muito pouco tempo.
Para se ter uma ideia dessa dependência é só imaginar um dia sem qualquer acesso à Internet. O que continuaria funcionando normalmente no mundo?”, provocou completou. Para Catto, somente vão sobreviver experiências imersivas e transparentes. “Falando de usuários e suas formas de interação, se as novas tecnologias que surgirem não forem cativantes, elas vão morrer”, analisou.
Para o diretor-presidente do Grupo RAC, Sylvino de Godoy Neto, não seria exagero dizer que a TI veio para mudar o mundo para sempre. “E não apenas no que se refere ao aperfeiçoamento de métodos e processos, que alavancam e dão suporte a formas mais eficientes na administração das organizações públicas ou privadas, mas também no comportamento das pessoas”. Godoy Neto afirma que impossível imaginar, hoje em dia, grandes corporações desenvolverem suas atividades sem o auxílio da TI. “Seja para tomada de decisões, aumento da produtividade, avaliação de alternativas e controle gerencial”, concluiu Godoy Neto.

Escrito por:

Rafaela Dias e Daniel de Camargo