Publicado 29 de Agosto de 2017 - 8h51

Por Carlos Rodrigues

A queda de produção da equipe na Série B do Brasileiro, com direito a apenas uma vitória nas últimas nove rodadas, aumentou a pressão em cima do elenco

Cedoc

A queda de produção da equipe na Série B do Brasileiro, com direito a apenas uma vitória nas últimas nove rodadas, aumentou a pressão em cima do elenco

Poucas semanas após completar 200 partidas no comando do clube, Oswaldo Alvarez não é mais técnico do Guarani. A demissão foi definida na noite de segunda-feira em reunião do Conselho de Administração. O nome do substituto ainda não foi anunciado, mas será Marcelo Cabo, campeão da Série B do ano passado com o Atlético-GO e que recentemente estava no Figueirense.

Mesmo na oitava posição do campeonato e tendo estado em boa parte do primeiro turno entre os líderes, Vadão não resistiu à sequência de maus resultados - o Bugre tem apenas uma vitória nas últimas nove rodadas. Também colaborou para a saída a decisão da diretoria de dispensar alguns jogadores. A lista, que conta com nomes como Gilton, Claudinho, Felipe Pará e Renteria, não era aprovada pela comissão técnica.

Contratado na reta final da Série A2 do Paulista, conseguiu fazer a equipe reagir, mas não alcançou a classificação. Na Série B, com um plantel desacreditado, chegou a liderar o torneio, mas depois aconteceu a queda de rendimento. Junto com Vadão, foram dispensados o auxiliar Vaguinho e o preparador físico Fabinho Guerreiro.

Chateado

Demitido do comando do Guarani na noite de última segunda-feira, o técnico Oswaldo Alvarez lamentou a forma como o episódio foi tratado pela diretoria. Sem sequer ter sido avisado do desligamento, o treinador, que encerrou sua quinta passagem pelo clube, mostrou-se chateado com a atitude e garantiu que não havia entrosamento com o atual Conselho de Administração, que assumiu o clube durante a Série B.

Vadão estava em um evento em Monte Azul Paulista e ficou sabendo da demissão por meio da imprensa e de amigos. "Foi a única coisa que me deixou chateado. Me sinto desrespeitado. Não foi assim que eu tratei o Guarani. Esperava um pouquinho mais de respeito. Foi tudo feito ontem (segunda-feira) e eu não fui comunicado. Fui comunicado pelos jornais", disse Vadão na manhã desta terça-feira, em entrevista coletiva concedida em sua casa.

O treinador admitiu que a falta de resultados recentes pesou - o Guarani tem uma vitória nas últimas nove rodadas -, mas que o relacionamento com os dirigentes não era dos melhores.

"O Guarani conquistou esse direito de favoritismo no campo, vencendo. E isso criou uma expectativa maior. O discurso foi sempre de fazer os 45, 46 pontos e depois pensar no acesso. A gente nunca teve um grande entrosamento com essa diretoria. Depois da saída do Horley, a gente não batia muito a filosofia. Dava para levar, mas não tinha um entrosamento perfeito".

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Carlos Rodrigues