Moradores do Vila Nova reclamam de sujeira em praça
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Publicado 01/06/2017 - 19h44 - Atualizado 01/06/2017 - 19h44

Por Alenita Ramirez

Folhas, galhos e lixo na Praça Manoel Palácios, uma das três do Vila Nova que, segundo vizinhos, enfrentam problema de manutenção

Patrícia Domingos

Folhas, galhos e lixo na Praça Manoel Palácios, uma das três do Vila Nova que, segundo vizinhos, enfrentam problema de manutenção

Moradores do bairro Vila Nova, em Campinas, reclamam da falta de manutenção nas três praças existentes no local: a Melvin Jones e Manoel Palácios, que ficam na Rua Eleutério Rodrigues, e a Charles Chaplin, que fica na Rua João Batista Signori. Galhos, folhas, entulho e até lixo estão amontoados nos cantos das praças. Segundo os moradores mais antigos, há pelo menos dois meses é feita a roçagem e podas das árvores, porém, o material é juntado, mas não retirado. Além disso, há mais de 20 dias não é feita a varrição das vias. A falta de manutenção já tem causado o aparecimento de bichos como ratos e baratas. “Fizemos vários contatos telefônicos ao DPJ, mas não tivemos sucesso”, disse o aposentado João Bento.
Das duas praças, a única que está em situação melhor é a Melvin Jones, onde os próprios moradores estão realizando a limpeza necessária. Na Praça Manoel Palácios, os moradores até se unem para varrer a rua, mas o problema é com os galhos das árvores que foram deixados no local há pelo menos dois meses. “O pessoal fala que vai retirar no outro dia, mas esquece. Na semana passada vieram, tiraram alguma coisa, mas deixaram outra parte”, disse o aposentado Alcides Barão, de 87 anos. A Praça Charles Chaplin está com trechos limpos e outros entupidos de galhos de árvores. Segundo o professor de educação física Marlon Neves, de 39 anos, além de atrair bichos, o entulho também gera insegurança. “Usuários de drogas e bandidos podem usar esse material para se esconder. Outro dia, um bandido invadiu a casa de um morador. Ele aproveitou que a janela estava aberta e rendeu a mulher”, contou.
Próximo à praça existe uma casa que serve de abrigo para moradores em condição de rua, e a vizinhança credita a insegurança também ao local. “A gente pede para limpar a praça, podar as árvores e nossos moradores não fazem nenhum tipo de delito. São pessoas que querem deixar as ruas e sofrem preconceito por conta disso”, defendeu um dos funcionários do local. O Departamento de Parques e Jardins (DPJ) informou via nota que, ao realizar podas de árvores, retira os galhos na sequência e não os deixa no local. Diz ainda que “provavelmente, os materiais foram depositados irregularmente nestas praças” . “A Prefeitura conta com os Ecopontos, onde pode ser dada a destinação adequada para esses resíduos”, frisou nota. Segundo o DPJ, a manutenção das praças é feita rotineiramente e, pela agenda do setor, uma equipe deve retornar ao bairro na próxima semana. Sobre a varrição, a Secretaria de Serviços Públicos informou que houve uma readequação do serviço por conta do redimensionamento das equipes e que estão sendo priorizadas áreas com maior fluxo de pessoas para a varrição periódica. Uma fonte do Correio Popular informou que há cerca de 20 dias houve demissão de 70 garis que atuavam nas regiões do bairro São Bernardo e Taquaral. A limpeza era feita três vezes por semana. 

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Alenita Ramirez