Publicado 05 de Abril de 2017 - 20h50

Por Carlos Rodrigues

O advogado Palmeron Mendes Filho esteve presente na redação

Dominique Torquato/AAN

O advogado Palmeron Mendes Filho esteve presente na redação

A decisão dos associados do Guarani em recusar o recurso da chapa Transparência, que tentava a homologação da candidatura para disputar a eleição, abriu caminho para a aclamação da chapa Integração no Conselho de Administração do clube. Isso faz do advogado Palmeron Mendes Filho o futuro presidente bugrino. De forma exclusiva ao 'Correio Popular', o ainda presidente do Conselho Fiscal falou sobre os desafios nos próximos três anos de mandato. Em entrevista dividida em duas partes, ele detalha hoje questões extracampo. Amanhã, o assunto é futebol.

Qual será o maior desafio como presidente?

O maior desafio é unir os bugrinos. A quantidade de pessoas ativas no clube diminuiu e o clube está fracionado. Temos bugrinos de história que sempre ajudaram e agora estão afastados. O maior desafio é identificar, trazer para casa e unir esses grupos.

Acha possível essa união?

A primeira diferença vem da personalidade Horley e Palmeron. O Horley foi de uma importância ímpar, a personalidade forte dele era o que o Guarani mais precisava no momento. Eu sou mais conciliador. Tanto que já estamos trazendo pessoas para participar ativamente. Inclusive, em primeira mão, nos próximos dias o Amoroso será anunciado como embaixador do Guarani.

E com Roberto Graziano, presidente da Magnum. Como será a relação com o principal investidor?

Minha relação com o Roberto sempre foi muito boa. Já estamos conversando. Se tudo der certo, ele estará no domingo assistindo ao jogo contra a Portuguesa. O que ele quer, o Guarani também quer, que é trazer o clube para a Série A. Com mais cota, ele coloca menos dinheiro do VGV (Valor geral de venda do empreendimento que será construído no Brinco de Ouro) e sobra pra arena. Quanto a voltar a investir no futebol, pelo perfil dele, acredito que é possível. É mais fácil ajudar com mais R$ 100 mil, R$ 200 mil pra subir ou ficar na Série B do que ficar antecipando o VGV.

E a situação da nova arena? Ele vai construir mesmo?

Ele sempre teve essa intenção. O que criou um desajuste foi o fato de ele ter pedido pra retirar a obrigatoriedade do papel porque assim conseguiria mais parceiros. Por outro lado, o Guarani não abre mão do que conseguiu na Justiça. Isso não quer dizer que existem rusgas nessa relação. Cada um defende sua instituição.

Como vai tratar a questão do Profut? Preocupa possíveis sanções?

O Guarani acertou ao não fazer a adesão ao Profut, pois não teria condições de honrar. E a questão tributária passa a ser prioridade nessa nova gestão. A gestão do Horley focou a questão trabalhista, que está praticamente resolvida. O próximo passo é a tributária. Em 2017 pretendemos consolidar as dívidas e em 2018 aderir ao melhor plano da época, que pode ser um Profut 2, um Reffis. O Guarani caminha em busca da CND (Certidão Negativa de Débito), não temendo a questão do rebaixamento, mas se adequando à realidade do futebol brasileiro.

E a intenção é mesmo manter o presidente Horley Senna até o final do Paulista e o novo Conselho de Administração tomar posse em seguida?

Nosso Estatuto deixa lacunas. Uma delas possibilita a permanência do Horley até o final do Paulista. Ele merece isso. Na Assembleia, será decidida a data da posse da nova diretoria e colocaremos em consenso a data de 8 de maio, um dia após o término do Campeonato Paulista.

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Carlos Rodrigues