Publicado 23 de Março de 2017 - 22h55

Por Carlos Rodrigues

Técnico volta a assumir o time em emergência

Patrícia Domingos/AAN

Técnico volta a assumir o time em emergência

Após demitir dois treinadores que, juntos, resistiram a apenas 12 partidas, o Guarani resolveu buscar um velho conhecido da torcida para tentar dar um rumo ao time na temporada. Em sua quinta passagem pelo clube, Oswaldo Alvarez, o Vadão, assume mais uma vez o Bugre em situação de emergência com a missão de, em sete partidas, buscar a classificação à fase final da Série A2 do Campeonato Paulista e já iniciar o planejamento para a Série B do Campeonato Brasileiro.

O acerto com o novo treinador foi rápido, horas após a demissão de Maurício Barbieri, que não resistiu ao empate com o Velo Clube e aos 38% de aproveitamento. Vadão se reuniu com a diretoria na manhã desta quinta-feira. “Sempre uma emoção grande. É a quinta vez que sou convidado. Uma marca que nos dá satisfação. Era um bom momento de fazer o retorno. O Guarani passa por momento de instabilidade, mas vamos tentar, ainda na Série A2, correr atrás do prejuízo”, disse o treinador, de 60 anos, que trouxe Vaguinho para ser seu auxiliar e Fabinho como preparador-físico.

Na maior parte das vezes em que esteve no clube, Vadão assumiu em momentos complicados. Em 1997, chegou para tentar salvar o time do rebaixamento no Brasileiro e conseguiu. Em 2009, após uma queda no Paulista, conseguiu montar o grupo que recolocou o Bugre na elite do futebol nacional. Por fim, em 2012, chegou com o clube passando um momento muito turbulento e alcançou a final do Paulista.

“Coincidentemente, quase todas as vezes foram na emergência. Se tornou uma rotina e espero ter a mesma sorte que tive em outras oportunidades”, brincou o técnico, que tem 175 jogos à frente do Bugre, com 75 vitórias, 40 empates e 60 derrotas.

Em suas primeiras ações como novo treinador, Vadão conheceu o elenco durante a reapresentação, acompanhou a atividade e, ontem à noite, esteve em Rio Claro para assistir ao Água Santa, adversário do Guarani no próximo domingo. Sobre a fase atual da equipe, que perdeu mais uma posição na tabela — agora está em 10º, após a vitória do Juventus sobre a Portuguesa —, o comandante pediu cabeça fria.

“Vamos dar tranquilidade aos jogadores. São sete rodadas e ainda é possível. Se eu não acreditasse, não estaria aqui.”

Vadão ainda comentou sua volta ao futebol masculino desde que deixou a Ponte Preta, em 2014. Na ocasião, ele saiu para dirigir a Seleção Brasileira Feminina e comandou a equipe nos Jogos Olímpicos do Rio. “Foram dois anos e meio trabalhando em altíssimo nível. Poucos treinadores tiveram essa oportunidade.”

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Carlos Rodrigues