Publicado 19 de Dezembro de 2016 - 21h06

Por Maria Teresa Costa

Limpeza na Lagoa do Taquaral é importante porque o manancial ajuda a controlar enchentes na bacia do Ribeirão Anhumas

Leandro Ferreira/AAN

Limpeza na Lagoa do Taquaral é importante porque o manancial ajuda a controlar enchentes na bacia do Ribeirão Anhumas

Após 30 anos da última intervenção, a Lagoa do Taquaral está desassoreada. Durante nove meses de trabalho, 63 mil metros cúbicos de sedimentos que estavam no fundo da lagoa foram retirados e levados para o Aterro Delta, onde cobriu o lixo armazenado no local. A entrega da obra ocorreu nesta segunda-feira (19) e o prefeito Jonas Donizette (PSB) anunciou que a próxima obra, “para quando houver recursos”, será a colocação de pavimento ecológico em toda a extensão da pista de caminhada, que melhorará aquela área e conterá a areia que chega na lagoa.

O trabalho de limpeza e desassoreamento foi realizado em parceria com o Departamento de Águas e Energia (Daee). O Estado investiu R$ 1 milhão e a Prefeitura R$ 4 milhões para o transporte do material. “Além do significado ambiental, com o aumento da oferta de oxigênio para os peixes e redução da proliferação de algas, o desassoreamento vai contribuir para a macrodrenagem da região porque a lagoa funciona como um piscinão nesta área”, disse o secretário de Serviços Públicos, Ernesto Paulella. A retirada dos bancos de areia aumentou a capacidade da lagoa responsável por auxiliar no combate às enchentes, já que retém a água das chuvas, que corre para o Ribeirão Anhumas.

O material removido equivaleu a 6,3 mil caminhões. Havia tanto lodo que a profundidade média estava em três metros. Há 30 anos, disse Paulella, estava em nove metros. A profundidade era variável. Em alguns lugares, tinha cinco metros, em outros meio metro. A Lagoa do Taquaral está no ponto mais baixo da Bacia do Anhumas, que recebe toda a água de chuva que desce dos lugares mais altos. A areia entra na lagoa pelas galerias de águas pluviais.

A Prefeitura deverá construir caixas de decantação na saída das galerias para que a água da chuva caia nessas caixas, de forma que apenas água entre na lagoa. Paulella estima que, com o método, 80% da areia que chegar das ruas ficará retida.

O lodo retirado ficará armazenado no aterro Delta, para que a areia possa ser utilizada na própria área. Para a limpeza do local, foi utilizado o método de sucção, semelhante ao feito no rio Tietê, na Capital. O último desassoreamento total da Lagoa do Taquaral aconteceu em 1986. Em 2011, um outro processo foi iniciado mas não foi concluído.

O Parque Portugal, mais conhecido como Lagoa do Taquaral, é um dos mais importantes espaços de lazer de Campinas. Com espaços esportivos, recreativos e culturais, recebe uma média de 20 mil visitantes durante a semana e, aos finais de semana e feriados, cerca de 50 mil pessoas.

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Maria Teresa Costa