Publicado 26 de Agosto de 2016 - 21h46

Por Adriana Leite

Pesquisa foi apresentada pela Agência de Inovação da Unicamp

Carlos Sousa Ramos/AAN

Pesquisa foi apresentada pela Agência de Inovação da Unicamp

Campinas é conhecida como um dos polos tecnológicos do País e pesquisa divulgada nesta sexta-feira pela Agência de Inovação (Inova) da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) reforça a cidade como celeiro de empresas da área. A pesquisa mostra que 6 mil ex-alunos da instituição que se formaram a partir de 2002 decidiram empreender.

O resultado foi a criação de 514 empresas-filhas da universidade e desse total há 434 ativas no mercado. Juntas, elas empregam 21.995 pessoas e faturam mais de R$ 3 bilhões. O estudo foi apresentado durante a edição 2016 do Encontro Unicamp Ventures, que reuniu empresários, investidores e especialistas na área de inovação.

O levantamento realizado em parceria com a Diretoria Acadêmica (DAC) apontou um crescimento de 51,74% na quantidade de empresas-filhas ativas em relação aos dados da última pesquisa, que apontava 286 empresas. Outros 28 empreendimentos foram vendidos. O estudo mostrou ainda um incremento de 13,9% no número de empregos com a inclusão das novas empresas.

A pesquisa foi realizada utilizando o e-mail dos ex-alunos. De acordo com a direção da Inova, a base de dados da DAC contempla 61.868 endereços eletrônicos. A agência pretende buscar informações de universitários formados antes de 2002, mas a dificuldade é que naquela época não havia e-mail cadastrado. “O resultado foi muito relevante para entendermos o ambiente de empreendedorismo e inovação criado dentro da universidade e que gera novos negócios”, comentou o diretor-executivo da Inova, Milton Mori.

O estudo apontou ainda que a taxa de empreendedorismo é maior entre os estudantes da graduação. Segundo o levantamento, 11,1% dos alunos decidiram ter um negócio próprio. Na pós-graduação, 5,2% dos estudantes que saíram da universidade apostaram no empreendedorismo. As áreas que mais criaram empresas-filhas foram engenharias (38%), ciências exatas e da terra (18%) e ciências da saúde (14%).

“A partir do novo levantamento, tivemos um crescimento significativo do número de empresas-filhas e de empregos gerados. O estudo apontou mais de 6 mil empreendedores que saíram da universidade”, comentou Mori. Ele salientou que a força-tarefa criada para mapear as empresas mostrou que a rede de empreendedorismo gerada no ambiente universitário é relevante para o fortalecimento das áreas de tecnologia e inovação. O diretor-executivo da Inova disse que o encontro de ontem reforçou a rede de relacionamento, investimento e colaboração dos empreendedores ligados à Unicamp.

Estudo

Outros números importantes do estudo mostram que as áreas predominantes de atuação das empresas-filhas são tecnologia da informação (37,8%), consultoria (27,9%), engenharia (18,7%), educação (9,7%), e saúde humana e bem-estar (7,6%).

Conforme o levantamento, as faculdades com o maior número de alunos empreendedores são Engenharia Elétrica e Computação (23,26%), Instituto de Computação (18,23%) e Faculdade de Engenharia Mecânica (10,94%).

A maioria das empresas-filhas tem sede na Região Sudeste (95%). No Estado de São Paulo, estão instaladas 91% das empresas. Campinas concentra 57% do total das empresas-filhas da Unicamp que estão em São Paulo. Outros 7% têm endereços em cidades da Região Metropolitana de Campinas (RMC) e 17% estão na Capital. Uma parcela das empresas atua no mercado internacional (19,59%). As empresas-filhas utilizam investimentos públicos e privados para injetar novos negócios.

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Adriana Leite