Motorista de Uber diz que foi agredido por taxistasCampinas e RMC
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Publicado 07/08/2016 - 15h18 - Atualizado 07/08/2016 - 17h37

Por Vinícius Martins/Especial para a AAN

Um motorista de Uber alega que seu carro foi alvo de apedrejamento feito por taxistas na noite de sábado (6), ao chegar em frente a Laroc Club, em Valinhos. A vitima, de 34 anos, afirma que, ao estacionar no local para entregar um cliente, foi abordado por cerca de 50 motoristas.
Segundo o condutor agredido, aquele foi o seu terceiro dia no Uber. Ele conta que o carro em questão, do modelo Sandeiro, foi alugado exclusivamente para iniciar o trabalho com o Uber.
Durante o tumulto, a vítima não conseguiu identificar nenhum taxista, por isso, terá que pagar todos os consertos necessários no veículo. “Eu tive que sair correndo de lá. Ou era isso ou não sei o que poderia acontecer comigo. Tomei essa decisão por minha integridade física”. comenta o motorista.
Após a confusão, a vítima prestou queixa no 4° Distrito Policial, em Campinas.
Mesmo com o prejuízo causado pelas pedras atiradas no carro alugado, a vítima afirmou que continuará trabalhando. “Estou com medo, mas tenho que pagar o aluguel do carro. Fora isso, também tenho que pagar o conserto”, disse.
Esse não é o primeiro caso de violência registrado contra um motorista de Uber em nossa região. Há pouco mais de dois meses, outro incidente envolveu outro contudor do Uber. Nesse caso, o motorista foi agredido por taxistas ao chegar no Prime Hall, em Campinas. Segundo o denunciante, ele foi hostilizado e agredido por cerca de 20 taxistas. O Uber informou que esta foi a primeira situação de agressão física a motoristas desde que começou a operar em Campinas, no início deste ano
O vice-presidente da Associação dos Taxistas de Campinas e Região (Aptaxi), Inácio Rodrigues, afirmou que não tem conhecimento sobre o caso de apedrejamento.
De acordo com Rodrigues, existe muitos falsos relatos sobre agressões de taxistas contra os motorista de Uber. “Não existe agressão. Existem, sim, muitas lorotas”, finaliza.

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Vinícius Martins/Especial para a AAN