Publicado 31 de Maio de 2016 - 14h58

Por Moara Semeghini

A embarcação tem capacidade para retirar 250 m³/hora de sedimentos do fundo da lagoa, e ao todo serão seis meses de trabalho

César Rodrigues/ AAN

A embarcação tem capacidade para retirar 250 m³/hora de sedimentos do fundo da lagoa, e ao todo serão seis meses de trabalho

Depois de um atraso de 45 dias, a empresa 3 Golf Ltda começou nesta terça-feira (31) o processo de desassoreamento da Lagoa do Parque Portugal, em Campinas. A draga de sucção e drenagem usada no processo têm capacidade para retirar 250 metros cúbicos por hora (m³/h) de sedimentos de areia depositados no fundo. A estimativa é de que sejam removidos 63 mil metros cúbicos de sedimentos nos próximos seis meses de trabalho.

A grande quantidade de lodo reduziu a profundidade média da lagoa para três metros. Há 30 anos era de nove metros. A lagoa está no ponto mais baixo da Bacia do Anhumas, que recebe toda a água de chuva que desce dos lugares mais alto. A areia entra na lagoa pelas galerias de águas pluviais.

A draga holandesa modelo IHC-750, instalada próxima à Caravela, deverá retirar a cada mês 10 mil metros cúbicos de sedimentos do fundo da lagoa. Isso é equivalente a retirar, por hora, dez caminhões de areia do local. Todo esse material será levado ao aterro Delta. Até o final dos trabalhos, previsto para acabar em seis meses, serão necessários 25 mil viagens de caminhão para completar o desassoreamento.

O remoção dos bancos de areia aumentará a sobrevida e a capacidade da lagoa receber as águas de chuvas, auxiliando no combate às enchentes.

O trabalho de sucção realizado pela draga, de responsabilidade da empresa Grubba, vai exigir o investimento de R$ 1 milhão. O transporte do lodo e descarte dos resíduos retirado ficam a cargo da Prefeitura e custarão R$ 4 milhões, segundo o secretário de Serviços Públicos de Campinas, Ernesto Paulella. O investimento total será de R$ 5 milhões.

A ação é resultado de parceria entre os governos municipal e estadual, por meio do Departamento de Águas e Energia Elétrica (DAEE) do Estado de São Paulo.

“A água das chuvas traz para dentro da lagoa, através de galerias pluviais, sedimentos, papeis, areia, terra. Esse material forma barreiras de areia que causam dois problemas com a falta de reserva de água na Lagoa: vira um ‘piscinão’ e causa enchentes, além de provocar grande mortandade de peixes por causa da falta de oxigênio no local”, explicou Paulella.

O motivo do atraso de pouco mais de um mês foi a falta de tubulação necessária para ligar a draga até a zona de descarte dos detritos, na cabeceira próxima ao Planetário Municipal, segundo o DAEE.

Quando terminar o desassoreamento, a Prefeitura vai construir caixas de decantação na saída das galerias para que a água da chuva caia nessas caixas, permitindo a decantação da areia, de forma que apenas água entre na lagoa.

Em 2011, o desassoreamento já havia sido iniciado e foram retirados 25 mil metros cúbicos de lodo, mas por falta de verba o trabalho foi paralisado. Desde então, a Lagoa já recebeu outros milhares de metros cúbicos de matéria orgânica.

 

 

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Moara Semeghini