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Publicado 21/12/2015 - 21h29 - Atualizado 08/01/2016 - 10h59

Por Messias Martins

A partir do domingo de Cristo Rei, iniciamos na Igreja do Brasil a Campanha para a Evangelização.  Evangelizar (“dar a boa notícia”) é a grande tarefa da Igreja; é para isso que ela foi fundada, enviada e sustentada pela força do Espírito Santo. Vivemos para evangelizar. Esta boa notícia não é outra coisa a não ser o amor de Deus, um amor tão incondicional, tão absoluto, tão veraz como a cruz; um amor que não é simplesmente “pela humanidade”, mas por mim e por você; um amor que não é produto da ganância ou da conquista pessoal, mas gratuidade benevolente do Senhor.
É um amor gratuito, tão gratuito que não é merecido nem está sujeito às mudanças do nosso comportamento — ainda que necessariamente conduza a elas. Não é fácil evangelizar, pois isso requer a experiência pessoal do amor de Deus, da sua ternura, da sua compaixão e do seu “fazer novas todas as coisas” em mim. Sem isso, podemos simplesmente transmitir verdades de fé reveladas pela Escritura, mas que correm o risco de nos tornar cristãos frios, desses que defendem conceitos, mas não permitem que estes transformem sua própria vida. Evangelizar é mostrar os braços abertos de Jesus na cruz, que diz: “Eu fiz tudo isso por você”. É isso que realmente transforma o coração e nos leva à experiência de uma vida nova. Evangelizar é acender uma luz mostrando a verdade: a verdade de uma pessoa, a verdade que é Jesus: “Eu sou o caminho, a verdade e a vida”. Só que este conhecimento da pessoa de Jesus não se limita a “saber coisas” sobre Ele, mas significa viver a experiência do seu amor, compreender que o que Ele fez tem relação direta comigo.
Criada em 1998 pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), a Campanha para a Evangelização mobiliza, anualmente, as comunidades a assumirem a responsabilidade de participar na sustentação das atividades pastorais da Igreja no Brasil, neste ano em sintonia com o Jubileu Extraordinário da Misericórdia, que se iniciou oficialmente no dia 8 de dezembro (embora tenha sido aberta a porta da Catedral de Bengui, na República Centro Africana, no dia 29 de novembro), findando em 20 de novembro de 2016 (domingo de Cristo Rei).
A C.E. 2015 traz como lema: “Sede Misericordiosos”. A Campanha começou no domingo em que celebramos a Solenidade de Jesus Cristo Rei do Universo e se estendeu até o terceiro domingo do Advento. É articulada pela Comissão Episcopal para a Campanha para a Evangelização da CNBB. Este ano, a mobilização nacional promoverá iniciativas que visam a refletir com a comunidade sobre a importância da acolhida e do perdão. O lema está dentro do grande tema recorrente que é o “Evangeli Já”, que nos recorda a urgência da evangelização que, neste ano, é incrementada com a necessidade de revelarmos o rosto misericordioso de Deus. O lema escolhido também se voltou para o tempo litúrgico do Advento, período de preparação para o Natal, e início do Jubileu da Misericórdia.
A consequência de nosso entusiasmo pela evangelização foi a coleta realizada nas Santas Missas e celebrações do domingo, 13 de dezembro passado. Essa data coincidiu com a abertura do jubileu nas catedrais e demais Igrejas escolhidas como meta de peregrinações para este ano. A distribuição dos recursos arrecadados é feita da seguinte forma: 45% permanecem na própria diocese; 20% são encaminhados para o respectivo regional da CNBB; e os demais 35% para a CNBB Nacional. Tudo isso aplicado na missão e projetos de evangelização. Peçamos a Nossa Senhora da Conceição Padroeira de nossa Arquidiocese de Campinas que interceda por nós nesta Campanha de Evangelização sendo solidários, e que deixemos o espírito natalino (mistério da Encarnação) envolver o nosso coração com generosa colaboração. Que a urgência da evangelização nos entusiasme a proclamar a misericórdia de Deus aos irmãos e irmãs.

Escrito por:

Messias Martins