Publicado 16 de Novembro de 2015 - 23h24

Por Da Agência Anhanguera de Notícias

Responsáveis pelo Correio Escola Multimídia com os profissionais premiados

Janaína Ribeiro/ Especial a AAN

Responsáveis pelo Correio Escola Multimídia com os profissionais premiados

Correio Escola Multimídia, do Grupo RAC, realizou neste domingo (15) a cerimônia de entrega do Prêmio Experiência 10, que homenageia, há cinco anos, as melhores iniciativas pedagógicas de professores da rede pública e particular de Campinas e região. Os educadores inscrevem seus projetos, os melhores transformam-se em reportagens e, entre eles, são premiadas as iniciativas consideradas mais originais e criativas, que mostrem novas formas de aprendizagem nos ensinos Fundamental e Médio.

Cristiani Nakao, a 1ª na categoria escola pública, com Cecília Pavani

 

Cristiani Nakao, a 1ª na categoria escola pública, com Cecília Pavani

Heldis Santos, Vera Oliveira, Jocimara Kortz e Marco Aurélio Pavani

 

Heldis Santos, Vera Oliveira, Jocimara Kortz e Marco Aurélio Pavani

Rita de Cássia Rosetti, Guilherme Melo de Freitas e Kerin Rosetti

 

Rita de Cássia Rosetti, Guilherme Melo de Freitas e Kerin Rosetti

Rodrigo Neris e Marcelo Pereira, editor-executivo do Correio Popular

Rodrigo Neris e Marcelo Pereira, editor-executivo do Correio Popular

Thiago Magalhães, premiado com ajuda de redes sociais, e Cecília Pavani

Thiago Magalhães, premiado com ajuda de redes sociais, e Cecília Pavani

Premiação do Experiência 10, dentro do projeto Correio Escola Multimídia, foi realizada ontem em evento no Vitória Hotel: reconhecimento de boas práticas no ensino da região

 

Premiação do Experiência 10, dentro do projeto Correio Escola Multimídia, foi realizada nesta segunda-feira (16) em evento no Vitória Hotel: reconhecimento de boas práticas no ensino da região

Cecília Pavani durante entrevista para a TV Correio

Neste ano, foram premiadas cinco ações. O primeiro colocado da escola pública foi o projeto da professora Cristiani de Melo Pontes Nakao, da Escola Estadual Elvira de Pardo Meo Muraro, localizada no Jardim Florence 1, região do Campo Grande.

A professora de ciências, em parceria com a coordenadora pedagógica da escola, Angélica Adam, desenvolveu, com os alunos do 8º ano, um protótipo de um sistema de tratamento de água que pode ser implantado em residências de forma econômica e simples, usando substância retirada da casca de laranja. “Fico muito feliz porque fomos avaliados por pessoas competentes e de conhecimento muito grande, que perceberam a profundidade do trabalho desenvolvido na escola pública, através do meu engajamento e dos alunos”, disse Cristiani.

Já o primeiro colocado entre os concorrentes da escola particular foi o projeto da professora Vera Silva de Oliveira, do Colégio Liceu Nossa Senhora Auxiliadora. Com os professores Heldis Silveira Santos e Jocimara Simões Korts, ela desenvolveu uma dinâmica em que, durante uma semana, após a discussão sobre sexualidade e reprodução humana nas aulas de ciências, os alunos vivenciaram, cuidando de um ovo, o que seria a vida de pais. O projeto também discutiu gravidez na adolescência, questões de gênero e os custos da maternidade/paternidade.

“É o terceiro ano consecutivo que estamos aqui conquistando uma premiação. Isso aumenta cada vez mais a nossa responsabilidade. E é o reconhecimento do trabalho do professor que não pode ficar acomodado”, disse Vera. “Tem que ter ousadia, buscar outros espaços, testar suas ideias”, concluiu. Os dois primeiros colocados receberam um tablet como prêmio.

Os jurados, especialistas em educação, também selecionaram um projeto, entre todos os inscritos, para receber o prêmio de segundo colocado. O professor de sociologia Guilherme Melo de Freitas, da Escola Estadual João Lourenço, no Cambuí, analisou as estratégias da publicidade para atrair clientes. Em seguida, os alunos produziram vídeos em que usavam a ironia e a sátira para demonstrar como os comerciais, principalmente de televisão, tentam induzir as pessoas às compras.

“Foi muito produtivo e descobrimos talentos para os próximos vídeos. Ano passado fiquei em terceiro lugar e estou subindo os degraus. Acho que a premiação é uma maneira de prestigiar o professor”, disse Freitas, que recebeu, como prêmio, um fim de semana cultural em São Paulo para duas pessoas, com hospedagem, jantar e ingressos para peça de teatro. Os prêmios são frutos da parceria do Correio Escola Multimídia com a B.A. Plus Eventos & Travel.

O terceiro colocado, também selecionado independente do tipo de escola, foi o professor Rodrigo Neris, do Centro Municipal de Ensino Fundamental e Educação de Jovens e Adultos (Cemeja) Pierre Bonhome, na Vila Industrial. Nas aulas de artes, ele envolveu, no mesmo projeto, história da arte, grafite e inclusão de alunos com deficiência visual, permitindo àqueles que não enxergam vivenciarem experiências artísticas por meio de outros sentidos, como o tato.

“Foi resultado de um percurso que eu vinha trilhando: de trabalhar a arte com a deficiência visual de maneira significativa. O prêmio foi um reconhecimento dessa iniciativa e estou representando os professores da rede municipal”, afirmou Neris. Ele também recebeu um jantar, com direito a um acompanhante, na Cantina do Alemão, outro parceiro do projeto neste ano.

Em 2015, o Experiência 10 contou com uma novidade. Também foi premiada a ação que mais contou com compartilhamentos por meio do site e das redes sociais do Correio Popular na semana da publicação da experiência no jornal. O prêmio ficou com o professor Thiago Magalhães, da Escola do Sítio, de Barão Geraldo, que desenvolveu, em parceria com a professora Eleonora Dantas, um projeto de pesquisa sobre a origem dos nomes das ruas de Campinas. Para isso, foram consultados acervos e arquivos em museus e centros especializados. Somente na semana de publicação, a reportagem sobre o projeto recebeu cerca de 2,2 mil compartilhamentos.

“Para mim, foram duas surpresas: a quantidade de compartilhamentos e a premiação. É um indicativo de que os alunos antigos e a comunidade acompanham e têm interesse no que está acontecendo na nossa comunidade escolar e de que os alunos do Sítio são muito participativos”, disse. Magalhães recebeu como prêmio um jantar na Cantina Messina, para duas pessoas. 

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